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Secretaria de Estado de Educação aplica ensino médio integral em 44 escolas

sex, 3 de março de 2017 05:41

Da Redação | Com Assessoria

Jornada escolar passará de 800 para 1.400 horas/aula anuais

O Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, instituído em outubro do ano passado pelo Ministério da Educação (MEC) será aplicado a partir do dia 10 de abril em 44 escolas de ensino médio de Minas Gerais. Para participar, a escola deve ter um mínimo de 350 estudantes matriculados no ensino médio, sendo 120 apenas no 1º ano.

Projeto ainda não será aplicado em escolas estaduais de Araguari

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De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) com o ensino médio integral, a jornada escolar passará de 800 para 1.400 horas/aula anuais. O programa foi apresentado na última semana durante um encontro, cujo objetivo foi debater e pensar uma primeira proposta para implantação da educação integral no ensino médio nas escolas do Estado.

Ao todo, 9.640 estudantes estão matriculados no 1º ano do ensino médio nas 2.236 escolas de Minas Gerais, sendo que a expectativa é que até 2019 os três anos do Ensino Médio ofertem a educação integral.

A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, afirmou que o objetivo é transformar a escola em um ambiente favorável à permanência do jovem. “A nossa tarefa é transformá-la também em um ambiente favorável ao seu crescimento, garantindo o direito ao conhecimento, à aprendizagem e à formação humana plena. Uma educação que pense no desenvolvimento do ser humano e na convivência democrática”.

Segundo informações da SEE, a proposta pedagógica do programa está baseada nos princípios da inclusão, da equidade, do direito à aprendizagem e do protagonismo juvenil. Para participar do programa, a escola deve ter um mínimo de 350 estudantes matriculados no ensino médio, sendo 120 apenas no 1º ano.

O coordenador geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE) de Araguari, José Luis da Costa, comenta que o projeto não é adequado para a atual situação dos alunos que cursam o ensino médio. “A maior parte dos estudantes de escola pública trabalha, então, não teria como passar o dia todo na escola”.

José Luiz afirma que o estudante que trabalha terá um ensino médio deficitário em comparação aos estudantes que tem condições de frequentar o ensino médio integral. “Esse projeto exclui uma boa parcela de alunos. Para aplicarmos a nossa grade curricular atual, realmente é necessário que haja um ensino integral, mas esses alunos serão excluídos desse processo”.

O coordenador ressalta que, caso o projeto seja aplicado sem um estudo prévio e uma discussão com a comunidade escolar, não será efetivo. “Qualquer projeto que envolva educação, não funciona se não houver uma ampla discussão. Essa é uma questão que deve ser estudada. Sou a favor da educação integral, desde que favoreça a todos igualmente”.

1 Comentário

  1. Anonimo disse:

    Alguns alunos do oitavo ano para frente incluindo o colegial trabalham após o almoço e não irão querer participar do Projeto. Mesmo os que não trabalham, não tem paciência para ficarem na escola o dia todo. E além do mais o governo não oferece nada para incentivá-los.
    O governo não paga pessoas especializadas para darem aulas diferentes. No inicio tinha voluntários que iam algumas vezes e não voltavam mais. Quer copiar escolas de primeiro mundo , mas não dá condições, faz se a maior economia com a educação no Brasil, ela está em terceiro plano. A escola é que tem que se virar. Seria até muito bom se eles ficassem na escola o dia todo, era melhor do que ficar na rua fazendo coisas erradas.

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