Saúde Alerta – UM MAL SILENCIOSO A SER COMBATIDO
qua, 17 de junho de 2015 08:23
Por ser uma doença assintomática, a hipertensão arterial é tratada pela grande maioria das pessoas – inclusive pelos próprios hipertensos – como um problema sem muita importância. Muitos começam o tratamento e depois, acreditando que a doença tenha sido curada, param de tomar o medicamento, pois não sentem nenhum sintoma. E aí está o perigo. O problema da hipertensão é que ela é uma doença silenciosa. Existe um conceito no imaginário popular de que só devemos tratar doenças que causem sintomas. Por exemplo, a pessoa toma um antiinflamatório para aliviar uma dor e ela passa. Uma vez resolvida a sintomatologia, pressupõe-se que a doença tenha sido curada. Então, o que falta na verdade é o entendimento de que a hipertensão é uma doença crônica, que deve ser tratada pelo resto da vida. Não se pode abandonar o tratamento por conta própria.
A hipertensão é uma doença séria e acomete 40 milhões de brasileiros, entretanto, somente 20% desse total mantém a pressão arterial (PA) controlada, ou seja, em até 120 por 80 mmHg. A cada dois minutos um brasileiro morre devido às doenças cardiovasculares (344 mil a cada ano), e um dos principais motivos dessa epidemia é que a população ainda não dá a devida importância à hipertensão arterial. Se ela não for controlada, pode danificar órgãos vitais como coração, rins e cérebro. É raro encontrar um “hipertenso puro”, que não possua outros problemas de saúde como colesterol elevado, sobrepeso ou diabetes. Somando esses fatores, o risco de o indivíduo vir a ter, no futuro, um AVC, infarto ou insuficiência renal torna-se muito maior.
A maioria das pessoas associa pressão alta a AVC, que é uma lesão macrovascular. Entretanto, existem outras complicações que envolvem esses órgãos, que surgem mais precocemente e são extremamente prejudicais, porém muitos não se dão conta disso. Por exemplo, o indivíduo que tem uma pressão arterial mal controlada pode começar a desenvolver quadros de demência, pois a hipertensão lesa as artérias do cérebro, dificultando a irrigação de sangue na região. Com isso, a capacidade cognitiva pode ser afetada. Pessoas mais jovens podem ter um quadro demencial semelhante ao de um indivíduo idoso. No coração, além do infarto, pode haver o desenvolvimento de insuficiência cardíaca e aparecimento de fibrilação atrial.
Impotência sexual
Alguns pacientes relatam que acabam deixando de lado os remédios hipertensivos por conta de sintomas como falta de desejo sexual e impotência. Algumas classes específicas de medicamentos de fato podem diminuir a circulação de sangue no pênis, além de diminuir o zinco no organismo, que é importante para a produção do hormônio masculino testosterona.
Entretanto, atualmente existem no mercado diversos fármacos que controlam a pressão alta sem interferir na sexualidade.
O número de anti-hipertensivos que temos é grande. Se houver algum efeito colateral do gênero, basta conversar com o médico e solicitar a troca [de medicamento].Vamos começar a cuidar agora!
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