Saúde Alerta – Tenho Epilepsia. Posso praticar atividade física?
qua, 24 de agosto de 2016 05:21
O início de uma atividade esportiva é uma das mudanças de hábito mais benéficas ao ser humano. Essa regra vale também para pacientes com Epilepsia. Geralmente, eles são rodeados de dúvidas, tabus e falta de informação adequada. A mídia propaga muito os grandes eventos esportivos mundiais e é evidente que isso influencia. Toda atividade física faz bem para a saúde e, exceto casos mais críticos, não há contraindicação.
A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais, excessivas e recorrentes no cérebro, que geram crises epilépticas. Não é segredo que o portador de epilepsia sofre preconceitos e estigmas, com reflexos prejudiciais no âmbito social e psicológico. O contraponto disso, pode ser o incentivo ao esporte, que auxilia na melhora física, emocional e social, seja para o esportista profissional, de alto impacto, ou para o amador.
O principal é ter uma boa orientação para a prática segura de qualquer exercício físico. O esporte previne, trata doenças – como a hipertensão – e melhora a qualidade de vida de muitos pacientes. Se as Olimpíadas impulsionam o desejo da prática os médicos devem ser os primeiros a apoiar.
Contudo, é importante ter o acompanhamento de um especialista antes de iniciar um programa de atividade física ou esportiva. Exemplos de atletas com epilepsia não faltam e, muitos deles, participam inclusive de campanhas mundiais de sensibilização e incentivo.
◦Exercício físico não tem contraindicação para pacientes com epilepsia;
◦O paciente com epilepsia, seja ele “atleta” amador ou profissional e de alto rendimento, não tem maior ou menor desgaste físico durante atividade;
◦Não há relação do estresse (adrenalina) da atividade física com crises epilépticas;
◦Traumas, contusões na cabeça e outras lesões podem acontecer em qualquer modalidade olímpica. Nos esportes coletivos, como basquete, futebol e handebol, a probabilidade é maior. Neste sentido, dependendo da intensidade e da lesão produzida com o choque, pode ser uma condição para surgimento de epilepsia. Mas cada caso deve ser avaliado por um especialista;
◦No caso de atletas profissionais, as medicações anticonvulsivantes ou antiepilépticas não interferem no rendimento físico. Apesar da preocupação com os exames antidoping, muitos desses medicamentos não aumentam o desempenho do atleta, ao contrário. Provavelmente ocorra um baixo desempenho, dado o princípio ativo “desestimulante”.
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Boa tarde! Gostaria de saber a fonte que o senhor utilizou afirmando a não relação do estresse (adrenalina) da atividade física com crises epiléticas. Para conhecimento, estou fazendo um trabalho de Neurociencias do Esporte pela UFRJ. Muito obrigada!