Saúde alerta – SE LIGA AÍ
qua, 14 de setembro de 2016 05:33
Às vezes tem um suicida na sua frente e você não vê. Provavelmente todos nós conhecemos alguém que pensou, tentou ou chegou a cometer suicídio. No Brasil, a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a própria vida em 2012, segundo a pesquisa mais recente da Organização Mundial da Saúde.
Neste mês celebra-se em todo o mundo mais uma edição do Setembro Amarelo, uma campanha que pretende quebrar o tabu em torno do assunto e levar à população informação relevante em favor da vida. Seminários, palestras, jornadas científicas e artísticas, monumentos iluminados de amarelo em várias cidades, entre outras ações, pretendem despertar no grande público o senso de urgência em relação a estes que tanto sofrem.
A Organização Mundial da Saúde afirma que em pelo menos 90% dos casos o suicídio é previsível, porque está associado a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. A tristeza faz parte da vida e nos ajuda crescer emocional e espiritualmente. A tristeza persistente inspira cuidado e atenção. Pessoas deprimidas tendem a se isolar, não interagem socialmente, parecem desmotivadas, anestesiadas, sem iniciativa. Por vezes chegam a verbalizar o quanto a vida lhes parece um fardo. Quem passa por essa experiência difícil – e principalmente parentes, amigos e pessoas próximas – devem prestar atenção aos sinais e, se for o caso, procurar ajuda.
Diversas associações se uniram e, desde 2014, promovem no Brasil o Setembro Amarelo cujo objetivo é quebrar o tabu em torno do tema e ajudar na prevenção, promovem no Brasil o Setembro Amarelo. A ideia é reunir, durante um mês, eventos que abram espaço para debates e divulgação do tema. A campanha é para conscientizar, falar sobre o suicídio. É possível prevenir quando se fala sobre o tema, porque é uma questão de atenção, de cuidado com as pessoas.
Alguns comportamentos, como deixar de sair com os amigos, demonstrar tristeza por muito tempo ou ter alterações expressivas no humor podem indicar que pessoas próximas precisam de ajuda. Chame para uma conversa, fale que você percebeu que alguma coisa está acontecendo. Em vez de ficar com receio, toque no assunto. Às vezes a pessoa só precisa falar o que está sentindo.
Há opções de assistência gratuita nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e nos serviços oferecidos por universidades ou entidades classistas ligadas a psiquiatras e psicólogos.
Se a vida é o bem mais precioso que existe, protegê-la é o que empresta sentido à palavra “Humanidade”. Aproximadamente 32 pessoas se matam todos os dias no Brasil. Vamos virar esse jogo? Depende de nós!
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