Saúde Alerta – Meningite meningocócica
sex, 8 de março de 2019 05:20
A meningite meningocócica causada pela bactéria Neisseriameningitidis tem como característica principal a inflamação das membranas (meninges) que recobrem o cérebro e a medula espinhal. A transmissão é através de gotículas expelidas pela fala, tosse, espirro ou beijo. O risco de contrair a meningite existe para todas as idades, incluindo adultos, sendo que nos primeiros cinco anos de vida, encontra-se o período de maior risco.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, até a semana epidemiológica 52 (23 a 29 de dezembro), foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente.
Os principais sintomas são: manchas no corpo, febre alta de início súbito, dor de cabeça muito forte, irritabilidade, choro agudo e persistente, confusão mental, vômitos em jato e rigidez na nuca podendo ser confundidos com sintomas de outras doenças infecciosas comuns.
Existe tratamento com antibiótico, mas a doença tem rápida evolução, menos de 24 horas e o índice de mortalidade é alto, podendo chegar a 50% dos casos de meningococcemia (infecção generalizada chamada de sepse), e 20% nos casos de meningite.
Uma parte dos sobreviventes, aproximadamente 20 %, apresentam sequelas permanentes como danos cerebrais causando atrasos no desenvolvimento neuro-psico-motor, surdez, cegueira, perda de força ou paralisia em braços e pernas, e também amputações de membros.
A vacinação é a medida preventiva mais eficaz existente. Atualmente existem três tipos de vacinas contra a meningite meningocócica: C, ACWY e B com indicações específicas conforme cada paciente:
– vacina contra a Meningite tipo C: a partir dos três meses: duas doses com 60 dias de intervalo, com reforço aos 12 meses, 6 anos e 11 anos.
– vacina contra a Meningite tipo A, C, W e Y: duas ou três doses no primeiro ano de vida conforme o tipo da vacina, com intervalo de 60 dias, com reforço aos 12 meses, 6 anos e 11 anos.
– Vacina contra a Meningite tipo B: três doses no primeiro ano de vida com um reforço a partir de 12 meses, com intervalo entre as doses de 60 dias.
Pacientes adultos e idosos que tenham problemas no sistema imunológico como HIV, em uso de medicamentos imunossupressores, retirada do baço, contato com casos de meningite ou irão viajar para áreas de maior risco para meningite meningocócica como alguns países da África e Ásia também devem receber a vacina.
Além desta proteção, recomenda-se evitar passar muito tempo em ambientes fechados e cheios de pessoas; manter, sempre que possível, a casa e o local de trabalho bem ventilados, inclusive no inverno, e cuidar da higiene pessoal.
Converse também com seu médico pediatra, clínico ou infectologista sobre as suas dúvidas em relação a doença e a vacina. Em caso de suspeita de meningite, procure avaliação médica imediata.
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