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Saúde Alerta – Criança também tem câncer

qua, 27 de fevereiro de 2019 05:52

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O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação.

Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), aqueles que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Conforme relatório do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), estima-se que, para o Brasil, para cada ano do biênio 2018-2019, ocorrerão 420 mil novos casos da doença nessa faixa etária, sem considerar o câncer de pele não melanoma.

O câncer infantojuvenil contempla indivíduos com idades entre 0 e 19 anos e consiste em um conjunto de doenças que apresentam características próprias em relação ao tipo histológico (células que compõem os tumores) e ao comportamento clínico.

Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Recomenda-se  atenção com os primeiros sinais da doença, o diagnóstico precoce e o início cedo do tratamento correto podem ser fatores imprescindíveis para garantir melhor desfecho clínico. Nas crianças, não conhecemos fatores de prevenção, como evitar o fumo ou a exposição solar. Entretanto, é importante afirmar que as taxas de cura são bem altas, sobretudo quando o diagnóstico é feito nos estágios iniciais da doença.

Os pais e responsáveis devem estar atentos às queixas das crianças e dos adolescentes. Na fase inicial, os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil podem se assemelhar a sintomas de doenças comuns da infância tais como: palidez, hematomas ou sangramento; dor óssea;

caroços ou inchaços persistentes, especialmente se indolores e sem febre ou outros sinais de infecção; perda de peso inexplicável ou febre;  tosse persistente ou falta de ar e sudorese (suor) noturna; alterações oculares, como pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos; Inchaço abdominal; dores de cabeça, especialmente se incomum, persistente ou grave, vômitos (em especial pela manhã ou com piora ao longo dos dias); dor em membro ou dor óssea, inchaço sem trauma ou sinais de infecção; fadiga, letargia, ou mudanças no comportamento, como isolamento; tontura, perda de equilíbrio ou coordenação.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

De qualquer forma e em qualquer ocasião, cuidar de nossas crianças e adolescentes é de extrema importância, visto que eles são o futuro da nação e a esperança que todos nós temos de viver em um mundo melhor.

Por isso, vamos propagar o máximo de informações e conhecimentos possíveis sobre o câncer infantojuvenil e para que nossas crianças e adolescentes possam obter maiores chances de se curar e viver com qualidade de vida.Vamos cuidar de quem é o futuro do Brasil.

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