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Relatos de acidentes na avenida Brasil são constantes

sex, 28 de fevereiro de 2020 05:47

Da Redação

Há tempos os munícipes clamam por melhorias no trânsito da avenida Brasil. A via é uma importante ligação entre os bairros Goiás, Fátima, Residenciais Bella Suíça, Portal de Fátima, Monte Moriá e Maria Eugênia/Brasília. O local também é palco de vários acidentes, sendo que, em um deles, levou a vítima a óbito.

Em decorrência das reclamações e solicitações frequentes feitas pelos vereadores e demais membros da comunidade araguarina, a reportagem da Gazeta do Triângulo entrou em contato com a secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana (Settrans). O contato teve por objetivo se inteirar sobre quais medidas podem ser tomadas para resolver a situação na referida área.

Equipe especializada faz o levantamento de dados para o projeto da avenida Brasil

Equipe especializada faz o levantamento de dados para o projeto da avenida Brasil

 

Em entrevista, o secretário da pasta, Wanderley Barroso, contou que a equipe responsável está em fase de elaboração de algumas ações como a instalação de radares e rotatórias nos cruzamentos. Contudo, as atividades dependem do projeto e da disponibilidade da secretaria de Obras em executar o serviço. Sobre o andamento do projeto, o secretário disse que ainda é o momento de levantamento de dados e estatísticas.

“Nós temos 11 inquéritos civis que estamos respondendo para o Ministério Público [MP]. Respondemos cinco. São diversas intervenções no município e a demanda do MP é toda agendada e com prazos. Tão logo a secretaria consiga resolver esses inquéritos, vamos fazer esses projetos e executá-los na medida do possível.”

A Assessora Especial de Mobilidade Urbana da Settrans, Nádia Sudário, afirmou que, ao contrário das reclamações que circulam pelas mídias sociais a respeito da falta de placas, é possível perceber a presença de sinalização de velocidade máxima (60 km/h) por toda a avenida Brasil. Ela ainda ressaltou que, de acordo com o Código de Trânsito, na ausência de sinalização em vias urbanas, a velocidade máxima permanece a de 60 km/h.

Sendo assim, independente da questão de haver ou não a sinalização, a Settrans iniciou alguns estudos de riscos em potencial em várias localidades. Contudo, Nádia Sudário ressalta que, partindo do princípio que “em função do fator humano e no excesso de velocidade, toda via terá que receber um redutor, em função dessa imprudência, daqui uns dias, não teremos mobilidade urbana”, explicou.

A assessora também apontou a questão do transporte coletivo, uma vez que, em rotas que o ônibus transita, não se recomenda a instalação de redutores, principalmente do tipo 1 que é mais estreito, além da questão do impacto no veículo.

A secretaria está empenhada no momento, em elaborar termo de referência para um processo licitatório para a instalação de radares, “porque, uma vez integrado ao sistema de trânsito, o município tem autonomia para fazer a instalação desses equipamentos”.

Atualmente a avenida conta com dois redutores de velocidade antes do cruzamento com a rua Amazonas, via de importante acesso à região central e demais residenciais próximos. O redutor tem questões técnicas para a sua instalação, as quais, nem todas são favoráveis como: drenagem, altura, largura, fluxo de veículos, entre outros parâmetros.

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