ProHumanos: a assistência social por meio da linguagem do palhaço
sáb, 17 de março de 2018 05:08por Carolina Rodrigues
Há 10 anos, o projeto foi iniciado em Uberlândia
Rosto pintado, nariz vermelho e um sorriso bem largo, por onde passa, o palhaço é reconhecido; estes artistas estão nos circos, mas também nos cinemas, ruas, hospitais e em tantos outros locais, quase sempre com o intuito de arrancar gargalhadas e tornar a vida um pouco menos dura.

As ações acontecem em abrigos e hospital, voltadas para pessoas em vulnerabilidade social
Há dez anos, Eslon Bueno Chagas, também conhecido como palhaço Zilão, criou o Programa de Humanização e Assistência Social, o “ProHumanos”, em Uberlândia, com a missão de levar qualidade de vida e tratamento humanitário para pessoas em hospitais, creches, abrigos, fazendo com que enxerguem “sua dignidade e importância como ser humano”. Hoje, a organização não-governamental está em cidades espalhadas por cinco estados (Araguari, Prata-MG, Belo Horizonte/Betim-MG, Goiânia-GO, Cuiabá-MT, Pontes e Lacerda-MT, Rio de Janeiro-RJ e Rio das Pedras-SP).
Em 2013, um grupo residente em Araguari conheceu essa tal “arte do palhaço” e começou a fazer visitas em um abrigo; o desejo de fazer mais visitas e em outros lugares fez com que o projeto viesse para a cidade. Desde então, o grupo faz assistência social regularmente no Abrigo Cristo Rei, Casa Lar, Casa do Caminho e a ala de psiquiatria da Santa Casa. Além disso, faz eventos esporádicos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
Levar esperança para pessoas em situação de vulnerabilidade social, este é o principal compromisso, segundo Aline Gomes de Freitas, coordenadora do projeto no município. “Nosso intuito não é precisamente levar a alegria, mas o amor sincero e fraternal. Queremos proporcionar momentos agradáveis e de desenvolvimento social através da figura do palhaço”.
Quem pensa que o palhaço é apenas o sujeito engraçado, está muito enganado. A coordenadora afirma que a figura de nariz vermelho vai muito além do corriqueiro; o palhaço é um intermediário, é a ponte, é o que aproxima o visitante daquele que recebe a visita. Inclusive para ser voluntário, é preciso passar por um curso que ensina a arte de ser palhaço; como se vestir e portar, conforme o objetivo principal da organização – “Ser palhaço é coisa séria” e “Honrados sejam nossos narizes de palhaço” são as máximas publicadas no site, www.prohumanos.org.
Desta forma, apesar de ser voluntário, existe um processo para que a pessoa possa participar. É preciso passar por um curso de preparação, em Uberlândia, que acontece uma vez a cada ano, normalmente em agosto. “No curso, nós trabalhamos o palhaço, existe uma técnica que utiliza essa figura como ponte para escutar as pessoas. É dividido em basicamente três módulos: a arte do palhaço; figurino e maquiagem; e técnicas de visitação”.
São aproximadamente 30 palhaços voluntários em Araguari; durante a semana são professores, advogado, contador, biólogo, fisioterapeuta, administradores, entre outras profissões, e aos finais de semana se vestem a caráter para “levar o amor e fazer a diferença”. A coordenadora do projeto, por exemplo, é supervisora em escola.
Estes profissionais despendem amor, tempo e dinheiro. Os gastos realizados nas visitas são quitados entre a equipe; mas, quando o evento é maior, contam com o auxílio de doações. É o caso, agora, da ação de Páscoa. Os voluntários estão arrecadando barras de chocolate; para aqueles que quiserem doar, o ponto de arrecadação é na Casa dos Adesivos, localizada na rua Olegário Maciel, 353, Centro.
Quando questionada sobre o que os motiva a realizarem este trabalho, Aline Gomes não titubeia: “é levar esperança e proporcionar um momento agradável em meio a tantos problemas. Tantas pessoas se encontram sem vontade de viver e, muitas vezes, um simples abraço muda aquele sentimento. Nossa missão também é ser pontes que condicionam e despertam novos integrantes a atender mais e mais a necessidade humana”.
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