Professores da rede estadual promovem manifestações em Belo Horizonte
qua, 20 de dezembro de 2017 05:28Da Redação | Com Assessoria
Governo de Minas Gerais não divulgou previsão para o pagamento do 13º salário da classe
Os professores da rede estadual de ensino realizaram protestos nessa segunda-feira, 18, no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) devido à falta de previsão do pagamento do 13º salário. O Governo do Estado anunciou, nos últimos dias, a previsão de pagamento para os agentes da Segurança Pública e Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) porém, não contemplou o restante do funcionalismo.

Professores se reuniram em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais
A expectativa é que os Bombeiros, Policiais Civis, Policiais Militares, Agentes Penitenciários e servidores do Fhemig recebam o benefício em duas parcelas, sendo o primeiro pagamento no dia 26 de dezembro e o segundo no dia 19 de janeiro.
Em nota, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG) afirmou que o anúncio do Governo é um desrespeito ao conjunto do funcionalismo. “O comportamento do Governador, Fernando Pimentel (PT) de ignorar 90% do funcionalismo público estadual e suas entidades representativas é inaceitável […]. Nenhuma reunião com os sindicatos do funcionalismo foi marcada, nenhum diálogo estabelecido”.
De acordo com o professor Aurívio Veiga, membro da Direção Estadual do SindUTE em Araguari, não houve representantes do município nas manifestações em Belo Horizonte. “Não conseguimos comparecer, mas estamos acompanhando a movimentação via internet e redes sociais”.
O diretor comenta que, até o início da tarde dessa terça-feira, 19, o Governo do Estado ainda não havia anunciado uma data para o pagamento do 13º salário dos profissionais da área de Educação. “Nós acreditamos e continuamos lutando, mas o governo está irredutível. Apenas os servidores das áreas de Segurança Pública e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais têm uma expectativa de pagamento para o dia 26. A Educação e outros setores do funcionalismo público não foram mencionados”.
Em Araguari, há aproximadamente cinco mil trabalhadores, ativos e inativos, da área de Educação do Estado de Minas Gerais. “Essa é uma situação ruim para os lares e para a econômica local, pois, sem recursos, não temos condições de fazer as compras de final de ano. É um momento negativo para o comércio e para o município”.
O diretor ressalta que é uma situação lamentável. “O Estado de Minas Gerais está em uma situação caótica, mas nossa intenção não é discutir a política do Estado. Queremos apenas o que é de nosso direito”.
Em resposta à situação, o Governo de Minas Gerais declarou que o “rombo bilionário” deixado por administrações anteriores comprometeu o pagamento de salários e levou à incerteza sobre o 13º.
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