Posto de saúde do Maria Eugênia é alvo de bandidos, afirmam moradores
qua, 22 de outubro de 2014 10:49
Usuários de drogas e criminosos causam transtorno em unidade básica de saúde do Maria Eugênia. Foto: Gazeta do Triângulo
DA REDAÇÃO – A unidade de saúde do bairro Maria Eugênia tem sido alvo frequente de bandidos e usuários de drogas, de acordo com os moradores mais próximos. Um deles, que acompanha essa rotina de furtos e danos ao patrimônio público de perto, tem medo de se identificar. “No fim de semana eles entraram novamente no posto e quebraram cadeiras. Tem um buraco perto do portão de entrada e outro atrás no muro, que é baixo, feito de lajotas. Aqui no quarteirão todos se sentem inseguros,” relatou.
Ao lado do posto de saúde há um terreno baldio onde era a extinta Colônia Padre Nilo, ambiente que propicia o uso de entorpecentes. “Eles pulam o muro do posto de saúde, das casas, às vezes para furtar ou usar drogas. Muita gente tem investido para aumentar o muro da casa e colocar cerca elétrica,” informou outro morador.
A falta de segurança é um desafio que a secretaria de Saúde admite existir em Araguari, não só no Maria Eugênia, mas também no Novo Horizonte e Gutierrez.
Estratégias para reduzir os ataques estão sendo providenciadas. Marislene da Cunha Nunes, subsecretária de Saúde e coordenadora da Atenção Primária, fala sobre a contratação do serviço de monitoramento através de alarme. “Ele é pago mensalmente, justamente após a incidência dessas ocorrências,” explica.
A reforma da unidade também pode melhorar a situação. “As antigas estão mais vulneráveis. O novo modelo do Ministério da Saúde tem uma estrutura que proporciona segurança tanto para o usuário quanto para a equipe. Mas isso exige um processo licitatório e vai demandar certo tempo,” adverte.
Outra solução buscada pela secretaria de Saúde para resolver o problema é a contratação de guarda armada para as unidades, projeto atualmente em avaliação na secretaria de Administração.
SEM FILAS
Desde que o atendimento definido por agenda programada passou a ser aplicado nas unidades de saúde, garantir um lugar na fila durante a madrugada ficou no passado. O reflexo positivo foi sentido principalmente no Maria Eugênia, onde muitas vezes as vagas eram negociadas.
Usuários de drogas ou pessoas interessadas em tirar vantagem ficavam no local da fila na noite anterior e depois tentavam vender o lugar para quem chegasse. “Estamos buscando resolver a questão da segurança das unidades melhorando a estrutura e principalmente a humanização do atendimento. Agora ninguém precisa esperar na rua, debaixo de Sol e chuva,” ressaltou a coordenadora.
A agenda programada é definida após a classificação de risco dos pacientes, uma forma mais justa de estabelecer quem precisa de prioridade, conforme a necessidade de cada caso.
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