Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026 Fazer o Login

Pessoas com mais de 40 anos devem fazer teste para hepatites B e C

qui, 26 de julho de 2018 05:04

por Tatiana Oliveira

Doenças são silenciosas e podem evoluir para um câncer ou cirrose hepática

Em 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hepatite. Na cidade, não há campanha específica para a data, mas o trabalho de prevenção e tratamento é realizado regularmente pelo Centro de Apoio Especializado – CAE. Ao todo, 1.964 pessoas foram testadas para as hepatites B e C neste ano, sendo que 10 exames deram positivo (5 para hepatite B e 5 para hepatite C). “É um número alto, porque existe tratamento e cura para a hepatite”, diz Simone Guirelli Borges Mendes, coordenadora do CAE.

Atualmente no CAE, 91 pacientes fazem o tratamento contra a hepatite C e 60 contra a B. O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde – SUS – de forma gratuita e custa, mensalmente, R$ 10 mil por paciente ao Governo Federal. “É algo que temos que buscar informações, principalmente pessoas acima de 40 anos que fazem parte do grupo de maior risco, pois essas doenças não apresentam sintomas, mas podem evoluir para um câncer ou, até mesmo, uma cirrose hepática.” De acordo com Simone Guirelli, a maior ocorrência da doença é em homens.

O teste rápido para detectar as doenças é realizado no próprio CAE, que fica na UBS Chancia, localizada na rua Antônio Boaventura Sobrinho, 130, bairro Industrial. Os remédios também são ofertados nesse endereço, para dar mais privacidade aos pacientes.

Transmissão

O vírus da hepatite B é transmitido pelo sangue e outros líquidos/ secreções corporais contaminados. A transmissão pode também ocorrer em situações rotineiras no dia a dia, como, por exemplo, no compartilhamento de alicates de unha. Foram identificadas quatro formas de transmissão:

– da mãe portadora do vírus da hepatite B para seu bebê no nascimento;

– por contato sexual com uma pessoa infectada;

– por injeções ou feridas provocadas por material contaminado;

– por tratamento com derivados de sangue contaminados.

Prevenção

Evitar o contato com sangue infectado ou de quem se desconheça o estado de saúde, não compartilhar objetos cortantes e perfurantes, nem instrumentos usados para a preparação de drogas injetáveis, e usar sempre preservativo nas relações sexuais são as principais formas de prevenir o contágio. A realização de tatuagens, a colocação de ‘piercings’ e de tratamentos com acupuntura, deve ser feita somente se os instrumentos utilizados estiverem adequadamente esterilizados.

Tatuagens e piercings

Alguns cuidados simples na colocação de piercings e na produção de tatuagens podem evitar a infecção pelo vírus da hepatite. A orientação, para quem deseja ornamentar o corpo com tatuagens e piercings é a verificação da limpeza e da higiene do ambiente, além da exigência do uso de materiais descartáveis e esterilizados, embora nem mesmo esses cuidados sejam suficientes para evitar a doença. O vírus da hepatite sobrevive por até 72 horas na tinta utilizada em tatuagens, o que, muitas vezes, torna a esterilização dos instrumentos insuficiente para garantir a segurança do procedimento.

O tatuador Ulisses Fernandes faz um alerta na hora de procurar um artista. “É preciso tomar cuidado com valores, porque o barato sai caro. Um bom profissional, que cuida da higiene, utiliza materiais descartáveis e tem o estúdio completamente legalizado é mais confiável.” Ele ainda acrescenta. “Conheço gente que vem com o filho, que é casado e quer compartilhar a mesma agulha para economizar. Isso não pode ser feito; cada cliente tem o seu material e ele deve ser descartado ao final da sessão. Se o tatuador aceitar fazer isso, não tatue com ele, pois é um grande risco.”

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: