Pesquisa da AMM sobre falta de vacinas leva Ministério da Saúde a investigar logística em Minas Gerais
qua, 18 de junho de 2025 17:22AMM | Divulgação
A repercussão da pesquisa divulgada pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que alertou sobre o grave desabastecimento de vacinas nos postos de saúde municipais, gerou uma resposta direta do Ministério da Saúde. O ministro Alexandre Padilha afirmou, durante visita a Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (16), que, diante dos dados apresentados pela entidade, o governo federal iniciou uma investigação para apurar os gargalos na distribuição de imunizantes no estado.
O levantamento da AMM, realizado com 190 prefeituras, revelou um cenário alarmante:
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89,5% dos municípios relataram falta da vacina contra varicela (catapora), com casos de escassez que ultrapassam dois anos.
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Também foram registradas faltas nas vacinas:
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Tetraviral (30,8%)
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Covid-19 infantil (32%) e adulto (23,8%)
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Dengue – Qdenga (25,6%)
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Mpox (16,3%)
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Segundo Padilha, equipes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da área de logística do Ministério foram enviadas a Minas na semana anterior.
“Todas as vacinas estão sendo compradas pelo Ministério e as entregas estão em dia. Queremos identificar se há algo específico na logística em Minas Gerais que está provocando atrasos na entrega de dois ou três imunizantes, entre os 50 que são distribuídos aos municípios”, explicou.
O ministro também mencionou que está em discussão, com representantes do Congresso e do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), a possibilidade de o Ministério repassar diretamente às capitais parte dos imunizantes como forma de agilizar a distribuição.
“Se uma parte da solução for o Ministério entregar direto para a capital, estamos dispostos a fazer isso. Vamos tomar uma atitude para facilitar a logística do Estado até os demais municípios”, completou, citando ainda a possível utilização dos Correios como reforço logístico.
O presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, ressaltou a gravidade da situação:
“Estamos diante de uma crise de saúde pública que não pode ser ignorada. A AMM tem a responsabilidade de dar voz aos municípios e denunciar esse cenário, que ameaça diretamente a vida da população. Exigimos do Ministério da Saúde um plano claro, transparente e eficaz para garantir o abastecimento regular de vacinas em todo o estado.”
A AMM seguirá monitorando de perto os desdobramentos do caso e reafirma seu compromisso com a defesa da saúde pública e dos interesses dos municípios mineiros.
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