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Novembro Azul tem ações voltadas para saúde do homem em Araguari

qua, 5 de novembro de 2014 00:25

novembro azulDA REDAÇÃO – Uma doença que acomete um a cada seis homens no Brasil. Até o fim do ano, as estimativas mostram que 69 mil novos casos de câncer de próstata deverão ser diagnosticados. E o pior é que aproximadamente 13 mil brasileiros morrerão em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos. Os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram uma triste realidade que a Campanha Novembro Azul tenta combater.

Diante do sucesso obtido com a Campanha Outubro Rosa, que estimulou a prevenção do câncer de mama e também do câncer de colo de útero em Araguari, a secretária de Saúde Lucélia Rodrigues espera envolver o público alvo nas ações que estão sendo programadas para este mês. “Nosso desafio é que eles participem e quebrem o recorde das mulheres,” comparou.

Até o momento, a principal atividade foi definida. Será na Policlínica “Dr.Oabi Gebrin”, dia 22, a partir das 8h. Homens com mais de 40 anos poderão fazer testes de glicemia e aferição de pressão. Após um café da manhã, terá início a palestra “Hipertrofia Prostática”, ministrada pelo urologista Dr. Eduardo Braga. Os participantes também terão acesso ao exame de sangue preventivo conhecido PSA, além de testes de HIV e Hepatite.

Em 2013, mais de 300 homens participaram das ações promovidas ao longo do mês. No entanto, desmistificar a doença ainda é o grande desafio do Novembro Azul. “O homem é resistente ao exame de toque e se exclui das campanhas, algo extremamente prejudicial. Temos uma elevada incidência desse tipo de tumor, mas em estágio avançado, quando aparecem os sintomas. Isso poderia ser evitado com a procura pela prevenção,” salientou a secretária.

Não é possível evitar o câncer de próstata, mas com o diagnóstico precoce, as chances de cura chegam a 90%. Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue, por isso, o exame de toque e o PSA são complementares. Fatores de risco como idade, histórico familiar, raça (maior incidência em negros), alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade contribuem para o desenvolvimento da doença.

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