Sábado, 16 de Janeiro de 2021
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Escolas particulares em Araguari têm expectativa de retorno às aulas em modelo híbrido

qua, 25 de novembro de 2020 20:52

Da redação

Escolas pensam em retorno presencial híbrido para 2021

Escolas pensam em retorno presencial híbrido para 2021

A pandemia da covid-19 abalou muitos países pelo mundo, econômica e socialmente. Foram impostas restrições e, as mudanças dos hábitos mais comuns foram necessárias para garantir a segurança da população. No Brasil não foi diferente.

Com quase 170 mil óbitos, o país tem atravessado a crise sanitária como pode. Na área da educação, o ensino tem sido remoto, através de salas online onde os professores se encontram com os alunos e ministram as aulas.

Com o ano de 2021 se aproximando, há a preocupação de que a pandemia não seja vencida e persista por mais tempo, o que dificultaria consideravelmente o processo de retorno das aulas presenciais nas escolas. Logo, é possível que no próximo ano, as aulas continuem ocorrendo por meios digitais, enquanto se espera a vacina para a doença.

Diante desse cenário, a tendência é que os contratos com escolas se tornem mais baratos ou, pelo menos, não sofram aumentos. Se os números e indicadores epidemiológicos da pandemia não permitirem o retorno das aulas presenciais, é importante que os contratos com as escolas versem sobre as condições em que as aulas serão dadas, como a instituição irá atuar, os custos e a forma de trabalho. Advogados, inclusive, defendem que é possível que os pais negociem com as escolas a respeito de cláusulas transparentes a esse respeito.

Segundo o vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Minas, Thiago Freitas, algumas escolas já estão incluindo cláusulas sobre a pandemia em seus contratos, explicitando, por exemplo, que a rotina escolar poderá ser afetada pelas questões sanitárias. “É importante que, no contrato, se estabeleçam cláusulas isonômicas, prevendo suspensão de pagamento, reposição de aula e conteúdo programático”, pontua Freitas.

O especialista também aconselha os pais e responsáveis a evitarem, em um momento de incertezas, a contratação de atividades extracurriculares prestadas pelas escolas, como lutas esportivas e aulas de dança. Ele lembra, ainda, que é direito dos contratantes solicitar às instituições de ensino as bases de cálculo do reajuste das mensalidades. “Os pais podem pedir para a escola a planilha de custos, para que eles tenham noção de como foi feito o reajuste”, diz o advogado.

Ainda, é preciso atenção para os valores que constam nos contratos, especialmente no que diz respeito às taxas. Há, por exemplo, uma taxa muito comum que é referente aos materiais usados pelo aluno durante o ano letivo. Uma vez que o aluno não está frequentando o ambiente escolar e, consequentemente não está fazendo uso destes materiais, seria uma taxa descabida, segundo especialistas.

Entretanto, apesar da lógica fria do mercado, alguns profissionais da educação lembram que muitas escolas sofreram redução de turmas e enfrentaram um ano difícil e, apesar da sobrevida até o momento, é preciso pensar que se o cenário se prolongar demasiadamente, poderá não ser possível a sobrevivência de algumas instituições.

A reportagem da Gazeta entrou em contato com escolas da cidade de Araguari para entender melhor o cenário. Érica Goulart, da coordenação pedagógica do Colégio Objetivo de Araguari, esclarece que há um diálogo com os pais dos alunos e que é importante que as aulas retornem em 2021, tanto para a sobrevivência das escolas quanto para a formação emocional, social, educacional e psicológica dos alunos. “Tivemos turmas na educação infantil que foram muito reduzidas, e aqui na escola nós seguramos todos os empregos. Ninguém foi mandado embora. Os danos para as escolas seriam muito grandes”, disse a pedagoga. “A saúde engloba também os aspectos físico e psicológico. A escola tem um papel muito importante na vida da criança. Não é somente pela questão dos contratos e dos empregos, é pelo bem das nossas crianças”, ponderou.

Questionada a respeito do diálogo entre a escola e os pais, a professora pontuou que o diálogo entre a família e a escola é fundamental para a educação. “O bom funcionamento de uma escola e o bom exercício do nosso trabalho depende da parceria com as famílias. É algo que sempre prezamos”, finalizou.

Também interrogada sobre a situação, a diretora pedagógica do Colégio Mais Positivo de Araguari, Virgínia Mordente, destacou que a expectativa é que as aulas presenciais retornem em 2021 de maneira segura. “Nós não tivemos redução na folha de pagamento, conseguimos manter todos os empregos. Agora, esperamos voltar presencialmente com estudo híbrido em 2021. Em relação aos valores de mensalidades, não houve reajuste, e para o valor do próximo ano será mantido o mesmo valor atual”, explicou a diretora.

O ensino híbrido, basicamente, é uma tendência educacional que já existe há alguns anos, e é uma consequência natural dos avanços tecnológicos digitais, que “mistura” aulas presenciais com propostas de ensino online, ou seja, introduz a educação à tecnologia do século 21.

As escolas se preparam para a volta às aulas presenciais de maneira híbrida. Alguns profissionais destacam que o ambiente escolar estará preparado para receber os estudantes de maneira organizada e segura. Algumas escolas não contam com a possibilidade de não haver o retorno presencial híbrido, que seria uma possiblidade, com o avanço dos números em uma segunda onda de covid-19. Diante de um cenário de incerteza, crise e restrições impostas pela pandemia, o diálogo, a união e a conscientização são bons aliados na luta contra o vírus que já infectou, somente no Brasil, mais de 6 milhões de pessoas.

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