Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
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Crônica do imaterial, por José Carlos Nunes Barreto

sáb, 27 de setembro de 2014 00:05

* José Carlos Nunes Barreto

“Não me ofereça ferramentas./Ofereça- me o benefício e o prazer de fazer coisas bonitas./…/Não me ofereça coisas./Ofereça-me ideias, emoções, ambiência, sentimentos e benefícios./Por favor, não me ofereça coisas” autor desconhecido

Interessante e estressante este País: chama a polícia para tirar cento e poucas famílias de um prédio abandonado por seus donos no centro de SP (o que ocorre em qualquer cidade neste mundão de Deus) e permite que 2 milhões de casas de alto padrão avancem sobre as bordas do manancial , em área de preservação ambiental – às vésperas da maior seca dos últimos 100 anos na região. Nova York  – aquela do rio Hudson, não teve este azar, pois seus dirigentes há 20 anos, fizeram um planejamento para evitar que suas fontes de água fossem dilapidadas. Chamaram cada produtor rural que possuía essas fontes em suas terras, e decretaram: agora vocês são produtores de água, e vamos pagá-los por isso. Simples assim.

Não é à toa que o candidato falecido (ou assassinado?) do PSB avisava para não desistirmos desse País. Porque não está fácil. Os jovens e os não tão jovens, estão esperando o que vai dar esta eleição, para levarem suas cabeças a passear  (e viver menos estressadas) na Austrália, no Canadá, na Inglaterra etc…onde  a educação ,a saúde ,a segurança e outros paradigmas imateriais ,realmente  prevalecem, e onde quem, às duras penas  estudou, tem seu valor reconhecido.

Ademais aqueles 0,01% de humanos  representados por tais casas acima citadas,  são os donos do território nacional.Para eles tudo pode.O aparato da lei existe para protegê-los, pois pagam excelentes advogados, e muitos, pertencem à nomenclatura do regime,onde, no anedotário político, se diz:para os amigos tudo – para os inimigos a lei.Triste País! E tais políticos voltam todos os anos a comprar votos e consciências ,seja com dinheiro vivo, seja com cargos,pelos motivos de sempre, desde o império: o poder pelo poder.

Conheço um deputado “amigo” que só me dá atenção em vésperas de eleição. Estive em Brasília com alguns intelectuais co-autores de um artigo, com soluções candentes e necessárias à república, e ele se disse muito ocupado (hoje sei – talvez com o mensalão ou quem sabe o petrolão). Sequer nos ouviu e passou o documento para seus assessores, que fizeram o favor de engavetá-lo.

“Casas? saneamento básico? Educação? Ha!Ha! Há! – Queremos saber quanto ganharemos.Qual é o percentual sobre o contrato? 3%???”. Este hipotético diálogo foi ouvido diversas vezes por procuradores da República, antes de prenderem alguns figurões. Fizeram do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto um balcão de negócios. E daí partiram para as estatais. A Petrobrás que o diga. Emporcalharam o templo da Nação – são cambistas imundos, piores que aqueles da época do Cristo. Se não fizermos como o mestre – descermos o cacete – e prendermos esta corja, estaremos comprometendo o futuro do imaterial, da esperança que ainda alenta nossos jovens.

Concluo com as palavras do salmista no exílio. Ele dizia- “Quem vai andando e chorando enquanto semeia, trará na volta, com alegria, seus molhos nos braços”. Pura poesia da esperança.

* Professor doutor e Presidente da ALU-Academia de Letras de Uberlândia
debatef@debatef.com

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