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Neuropsi – TOC

qui, 16 de julho de 2015 08:00

Abertura-neuropse

1- Eu tenho Tique ou TOC?

Morder os lábios, balançar pés e pernas sem parar, lavar as mãos toda hora, ficar rabiscando uma folha de papel, enrolar os cabelos. Que manias são essas? Tanto os tiques quanto os TOC’s fazem parte de um transtorno relacionado ao controle de impulsos.

É muito comum a associação dos dois. Apesar de diferentes, possuem o mesmo substrato neurobiológico. Existe um subtipo de TOC, por exemplo, que está associado a tiques. Logo, eles costumam andar juntos.

2-O que é TOC ?

É uma doença psiquiátrica que está classificada dentro dos transtornos de ansiedade, e que se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões. As obsessões são eventos mentais, como pensamentos, imagens, impulsos que são vistos pela pessoa como intrusivos, e são facilmente reconhecidas, mas não controladas. As compulsões são comportamentos de respostas às obsessões, feitos para diminuir as sensações de desconforto causadas por elas.

3-Qual a estimativa de pessoas no Brasil com TOC ?

No Brasil, é provável que existam ao redor de 2 milhões de indivíduos com o transtorno. Seu início em geral é na adolescência, mas, não raro, na infância. Os sintomas podem ser de intensidade leve, mas não raro são muito graves e até incapacitantes.

TOC é uma doença psiquiátrica que está classificada dentro dos transtornos de ansiedade

TOC é uma doença psiquiátrica que está classificada dentro dos transtornos de ansiedade

 

4-O que é Tique?

O tique é um transtorno do movimento de um ou mais grupos musculares e que se caracteriza por movimentos repetitivos, estereotipados (ou seja, não possuem nenhum significado concreto, e podem ser parcialmente suprimidos pela vontade (se o indivíduo se concentrar, ele consegue parar de fazer o movimento por um curto período de tempo). São movimentos irresistíveis, em que a pessoa não tem controle dos seus impulsos. São conhecidos popularmente como tique nervoso, porque podem ser exacerbados em períodos de mais ansiedade. Iniciam geralmente na adolescência e, algumas vezes, na infância.

 5-Quais são os sintomas do TOC?

Medos exagerados de se contaminar, lavar as mãos a todo o momento, revisar diversas vezes a porta, o fogão ou o gás ao sair de casa, não usar roupas vermelhas ou pretas, não passar em certos lugares com receio de que algo ruim possa acontecer depois, ficar aflito por que as roupas não estão bem arrumadas no guarda-roupa, ou os objetos não estão exatamente no lugar em que deveriam estar, são alguns exemplos de sintomas característicos  de  um transtorno: o transtorno obsessivo-compulsivo ou TOC e que são popularmente conhecidos como “manias” (de limpeza, de verificar as portas, de arrumação). Um mesmo indivíduo pode apresentar uma diversidade de sintomas, embora geralmente exista um que predomine.

6-Qual a  causa do TOC?

Ainda há muito a ser estudado. Mas como em qualquer problema psiquiátrico, a etiologia desses dois tipos de transtornos é multifatorial. O componente genético se faz presente, pois é comum perceber este problema em pessoas de uma mesma família. Situações de estresse, fatores neurobioquímicos, alterações hormonais durante a gravidez ou após o parto são outras situações que também podem contribuir para desencadear estes tipos de transtornos.

7-Quais as suas características?

Todo e qualquer transtorno psiquiátrico pode afastar a pessoa da sociedade, acarretando ainda mais tristezas, que pioram o quadro do paciente.

A pessoa tem consciência de que aquilo que faz é estranho para os outros, mas para ela é um ato irresistível. Ela pode se isolar progressivamente do mundo e isso agrava seu sentimento de inadequação, eleva o seu grau de estresse, podendo também agravar os sintomas da sua doença.

Muitas vezes, adquire para o indivíduo uma conotação ruim, de não ser capaz de controlar suas emoções e sentimentos, desenvolvendo maneiras alternativas de lidar com os problemas, dando origem  às obsessões.

7- Existe cura?

Não podemos falar de cura nestes casos porque são problemas crônicos e muitas vezes recorrentes. Em períodos de mais estresse, os sintomas, mesmo depois de tratados, tendem a voltar. O prognóstico desses pacientes é variável, sendo que alguns necessitam de tratamento por tempo indefinido, enquanto outros conseguem permanecer estáveis mesmo após a retirada da medicação. Apresentando sintomas procure o psiquiatra o mais rápido possível.

8-A psicoterapia ajuda?

O profissional fará a avaliação do tratamento a ser utilizado conforme a dinâmica e necessidade de cada pessoa. A terapia cognitivo comportamental  é a mais utilizada,  com técnicas específicas, e que tem como foco o problema apresentado no momento – também é muito eficaz no tratamento desses transtornos, podendo o sucesso ser maior quando acompanhada do tratamento farmacológico.

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