Neuropsi – Desenvolvimento afetivo e o atraso escolar
qui, 1 de dezembro de 2016 05:02
1-O que está ligado ao atraso escolar?
Não se pode tomar o atraso escolar em si, como um fato isolado.
O atraso escolar tem causas multifatoriais e pode estar ligado desde uma falta de adaptação ao ambiente onde a criança está inserida até a um transtorno de aprendizagem. Contudo, o objetivo aqui é falar sobre a dificuldade pedagógica ligada ao desenvolvimento afetivo. Então, o ponto de partida será a consideração de fatores extraclasse.

Desenvolvimento afetivo e o atraso escolar
2-Como identificar?
Embora cada criança tenha um comportamento único, a dificuldade no aprendizado pode ser perceptível no desempenho escolar. Para os educadores, essa observação pode ser feita no dia a dia. Os pais também podem identificá-la em pequenos gestos, como o pouco gosto da criança por alguma atividade dada em sala de aula, por exemplo.
3-Os fatores afetivos podem estar associados ao atraso escolar?
Sim. O fracasso escolar pode decorrer da inadequação do uso do potencial intelectual a dificuldades emocionais. Assim, a criança utilizaria seus recursos intelectuais em funcionamento defensivo, numa atividade constante da mente de evitar o conhecimento. O investimento contra a própria inteligência estaria associado a negação dos vínculos significativos, num processo de auto destrutivo de desconexão mental.
4-Como se manifesta essa criança?
Na maioria das vezes as queixas escolares encobrem problemas a nível afetivo. As principais queixas referem-se a nervosismo, impulsividade, alterações comportamentais, oposição, choro fácil, baixa tolerância a frustração, autoimagem negativa, baixo tônus vital, passividade, falta de iniciativa, apatia, isolamento social, dependência, imaturidade, medo.
5-Qual é o tratamento?
A melhor maneira de intervir nesses casos é procurar por um tratamento multidisciplinar, sendo que a presença de profissionais de psicologia, neuropsicologia e psicopedagogia são essenciais. A atenção psicológica a criança com atraso escolar mostra-se necessária tendo em conta o sofrimento psíquico relacionado aos custos afetivos do aprender e a etapa do desenvolvimento afetivo em questão.
É importante ressaltar que em casa o incentivo também deve ser com muita paciência e amor para que a criança se sinta encorajada e impulsionada. Pais, lembrem-se que sua compreensão é fundamental.
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