Monicah Bandeirah apresenta histórias de coragem no lançamento de Mulheres Extraordinárias e a Fênix
ter, 18 de novembro de 2025 08:00Da Redação

Foto 1: Lançamento de Mulheres Extraordinárias e a Fênix reúne histórias de força e superação.
A literatura desempenha um papel essencial na formação humana, ampliando a visão de mundo e favorecendo uma compreensão mais profunda de nós mesmos e da sociedade. Obras que tratam de temas como coragem, cura e “asas que voltam a crescer” — metáfora para renascimento e superação — inspiram leitores a enfrentar desafios e ressignificar suas próprias trajetórias. Por meio dessas narrativas, o público encontra acolhimento, identificação e novas formas de encarar suas dores. Além disso, a literatura estimula a empatia ao permitir que diferentes experiências e sentimentos sejam vivenciados de maneira intensa e sensível. Assim, ao abordar questões tão humanas e transformadoras, os livros contribuem diretamente para o bem-estar emocional e para o desenvolvimento pessoal da população.
No dia 18, às 19h, a Biblioteca Municipal de Araguari recebe o lançamento do livro “Mulheres Extraordinárias e a Fênix”, da escritora Monicah Bandeirah. A entrada é gratuita, e o evento conta com o apoio da Prefeitura de Araguari e da Fundação Araguarina de Educação e Cultura.
A reportagem da Gazeta conversou com a autora, que comentou o processo de criação da obra e a força simbólica presente em cada capítulo. Confira:
O que a inspirou a escrever sobre o simbolismo da fênix e de que forma essa metáfora dialoga com as histórias das mulheres retratadas no livro?
A inspiração para escrever sobre o simbolismo da fênix veio da percepção profunda de que nós, mulheres, carregamos um poder silencioso e extraordinário de renascer das nossas próprias cinzas. Não falo apenas de personagens ou relatos isolados: falo de mim, da minha história, e de todas as mulheres que encontro pelo caminho. Eu me considero uma fênix — e, ao enxergar isso em mim, passei a ver esse mesmo poder em outras mulheres, mesmo naquelas que ainda não descobriram a força que têm.
A metáfora da fênix dialoga com o livro porque cada mulher renasce de um jeito. Para algumas, o extraordinário é reconstruir a carreira; para outras, é reencontrar a si mesma na maternidade, no casamento, na fé ou na vida pessoal. Umas desejam ser grandes executivas; outras, rainhas do próprio lar. O ponto em comum é que todas carregam a capacidade divina de transformar dor em força, queda em voo e limite em recomeço.
Meu livro nasceu dessa certeza: mulheres são fênix. Elas só precisam lembrar.
Quais foram os maiores desafios ao abordar temas tão sensíveis como dor, superação e cura, e como você buscou equilibrar vulnerabilidade e força na narrativa?
O maior desafio ao abordar temas como dor, superação e cura foi revisitar minhas próprias feridas. Escrever não é apenas narrar; é reviver. A mente não distingue totalmente o que é lembrança do que é presente, então cada capítulo me convidou a sentir novamente situações que eu acreditava estarem adormecidas. Mas, ao mesmo tempo em que isso dói, também liberta.
O equilíbrio entre vulnerabilidade e força veio quando fiz as pazes com a minha história. Quando você olha para trás sem medo, algo dentro de você muda: você passa a se orgulhar de quem se tornou. Aquilo que um dia foi dor se transforma em ferramenta de cura — não só para você, mas para outras mulheres que caminham ao seu lado.
Acredito profundamente que as nossas cinzas são o início do extraordinário. Tudo depende de como escolhemos enxergá-las. As nossas sombras não aparecem para nos derrubar; elas revelam onde está a nossa maior potência. Ser vulnerável não é sinal de fraqueza — é, na verdade, o caminho pelo qual a força chega.
Se eu nunca tivesse sentido dor, queda, falha ou medo, eu jamais teria descoberto a capacidade de me reconstruir. E é justamente essa transmutação que o livro entrega: a certeza de que a força nasce, muitas vezes, de onde a gente menos imagina.
De que maneira você espera que as leitoras — especialmente aquelas que enfrentam processos de reconstrução pessoal — se reconheçam e encontrem coragem por meio das histórias apresentadas na obra?
Eu espero que cada leitora se reconheça no livro não apenas pelas histórias, mas pelo processo que ele desperta. Esta obra não foi escrita para ser apenas lida; ela foi escrita para ser vivida. O livro é uma imersão — não é para ser devorado em duas horas, dois dias ou uma semana. É para ser digerido. É um convite para mergulhar no universo mais desconhecido e, ao mesmo tempo, mais importante de todos: o universo de si mesma.
Do início ao fim, a obra entrega ferramentas reais de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, porque eu acredito que ninguém se reconstrói apenas com frases bonitas. A verdadeira reconstrução acontece quando entendemos quem somos, onde estamos e porque sentimos o que sentimos.
Muitas mulheres vivem anos sem conseguir responder à pergunta mais essencial: “Quem é você?” Este livro convida a leitora a olhar para dentro com honestidade e coragem. Porque só quando reconhecemos nosso ponto de partida é que conseguimos escolher para onde queremos ir.
Também quero que elas entendam que dor não é identidade. Dor é processo. E, muitas vezes, é justamente no fundo das nossas dores mais profundas que encontramos as joias mais valiosas da nossa história.
Minha esperança é que, ao percorrer essas páginas com calma e profundidade, cada mulher faça as pazes com o passado, sinta orgulho do que está se tornando e descubra que sua força sempre esteve ali — apenas esperando ser despertada.
Quero que cada leitora encontre coragem para se reconstruir e perceba que não é definida pelo que viveu, mas pelo extraordinário que pode construir a partir das próprias cinzas. Porque toda mulher carrega uma fênix dentro de si. E este livro é o convite para que ela finalmente desperte.

Foto 2: A autora por trás de Mulheres Extraordinárias e a Fênix.
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- Recorde na produção mineira de azeite sex, 30 de janeiro de 2026
- Prefeitura de Grupiara e SENAR promovem curso de capacitação em tecnologia de drones para o setor agrícola sex, 30 de janeiro de 2026
- Prefeitura de Cascalho Rico intensifica ações de limpeza e combate ao descarte irregular sex, 30 de janeiro de 2026
- Aeroporto Municipal de Araguari entra em nova fase de modernização sex, 30 de janeiro de 2026
- DA REDAÇÃO – 30 DE JANEIRO sex, 30 de janeiro de 2026
- Polícia Rodoviária Estadual orienta motoristas sobre riscos nas rodovias em dias chuvosos sex, 30 de janeiro de 2026
- Vice-prefeito de Araguari e presidente da Federação Mineira de Vôlei cumpre agenda na CODEMG durante visita a Belo Horizonte sex, 30 de janeiro de 2026
- Respostas rápidas e eficazes da 2ª Companhia de Bombeiros reforçam segurança em Araguari sex, 30 de janeiro de 2026
- RADAR – 30 DE JANEIRO sex, 30 de janeiro de 2026
- Polícia Militar prende suspeito de furto de veículo na zona rural de Araguari sex, 30 de janeiro de 2026
> > Veja mais notícias...
