MINUTO DE OURO – 13 DE MARÇO
sex, 13 de março de 2026 08:00
A sexta-feira 13 chegou trazendo um daqueles sustos que fazem o mercado financeiro brasileiro parar para refletir. Não foi história de superstição, mas sim de economia real. A notícia que repercutiu nos últimos dias mostra que o Brasil vive um momento delicado quando o assunto é endividamento empresarial e recuperação judicial.
Um dos casos que chamou a atenção do mercado foi o da gigante do setor sucroenergético Raízen, que entrou para a história corporativa brasileira com o maior processo de recuperação extrajudicial já registrado no país. O plano envolve cerca de R$ 65,1 bilhões em obrigações, podendo chegar a quase R$ 98 bilhões quando considerados outros créditos incluídos no processo.
Esse dado impressiona e serve como alerta. Não se trata de uma pequena empresa em dificuldades, mas de um dos maiores grupos empresariais do Brasil. Quando empresas desse porte precisam renegociar dívidas, o impacto é sentido em toda a cadeia econômica: fornecedores, bancos, investidores e consumidores.
Mas o fenômeno não está restrito às grandes corporações. O país inteiro tem visto crescer o número de empresas que recorrem à recuperação judicial. Em 2025, o Brasil atingiu um recorde histórico com 5.680 companhias nessa situação, número que cresceu mais de 24% em apenas um ano.
Esse cenário revela que muitos negócios enfrentam dificuldades para manter o fluxo de caixa diante de juros altos, crédito mais caro e um ambiente econômico mais desafiador.
E Minas Gerais também aparece nesse cenário. O estado registra 394 empresas em recuperação judicial, e um dos casos mais emblemáticos é o da 123 Milhas, que deixou milhares de consumidores e fornecedores à espera de uma solução. A empresa acumula cerca de R$ 2,4 bilhões em dívidas dentro do processo de recuperação judicial. Na cidade vizinha de Uberlândia vimos em 2025 uma dívida de R$ 345 milhões, grupo do ex-prefeito Odelmo Leão que pediu também a recuperação judicial.
Mas afinal, o que é recuperação judicial?
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas em dificuldades financeiras reorganizem suas dívidas para continuar funcionando. Em vez de fechar as portas imediatamente, a companhia apresenta à Justiça um plano de pagamento aos credores, que pode incluir prazos maiores, renegociação de valores e até descontos nas dívidas.
O objetivo é preservar empregos, manter a atividade econômica e permitir que a empresa tenha tempo para se reestruturar. Se o plano for aprovado pela maioria dos credores e homologado pela Justiça, ele passa a valer para todos os envolvidos.
Por outro lado, se o plano não for aprovado ou não for cumprido, o caminho pode ser a falência.
Esse tipo de situação mostra como o mercado atual exige cada vez mais atenção de quem empreende. Não basta apenas vender bem. É preciso também ter uma gestão financeira sólida, controle de inadimplência e estratégias seguras de recebimento.
E é justamente nesse ponto que entra a importância das ferramentas de proteção ao crédito.
Hoje, a CDL Araguari registra cerca de R$ 21,2 milhões em títulos cadastrados no SPC Brasil, distrubuidos em 513 associados ativos. Esse número demonstra o tamanho do desafio que o comércio enfrenta diariamente no controle da inadimplência.
A CDL é, acima de tudo, a casa da proteção do crédito do lojista Araguarino. É nela que o empresário pode consultar o histórico de seus clientes, analisar riscos e tomar decisões mais seguras na hora de vender.
Em tempos como os atuais, vender bem continua sendo essencial. Mas saber para quem vender e como receber se tornou ainda mais importante.
O ano de 2026 começou exigindo habilidade, estratégia e muito cuidado de quem empreende. O mercado está competitivo, o crédito mais restrito e o consumidor mais cauteloso.
Por isso, a lição que fica neste cenário digno de uma sexta-feira 13 econômica é clara: informação, planejamento e proteção ao crédito são hoje ferramentas fundamentais para a sobrevivência e o crescimento das empresas.
Porque no mundo dos negócios, mais importante do que vender é garantir que a venda se transforme em recebimento.
E isso, sem dúvida, vale tesouro. Essa é minha coluna de hoje: “Minuto de Ouro!”
Rodrigo Almeida Rodrigues – CEO Fundador Seu Bpo Soluções de Negócios
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