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Militares vivenciam atividades no Batalhão Mauá 50 anos depois

sáb, 30 de setembro de 2017 05:33

Da Redação

Reservistas de todos os grupamentos participaram de formatura

“A guerra só nos causa dor. Porém, se a pátria amada for um dia ultrajada
lutaremos sem temor”. Esta citação faz parte da canção do Exército que tradicionalmente é cantada pela tropa militar durante as formaturas no 2° Batalhão Ferroviário. Na manhã dessa sexta-feira, 29, a cerimônia contou com a participação de aproximadamente 200 militares da reserva que fizeram questão de cantar e desfilar ao som da música que destaca a promessa de dar a vida em batalhas se preciso for.

Em discurso, o comandante da unidade, coronel Fábio Lincoln Lemos Lobo falou sobre a importância do evento que teve como objetivo proporcionar aos eternos combatentes o encontro com os colegas além de relembrar a trajetória de conquistas.

“São pessoas que trabalharam com a alma e coração pelo ideal sublime da grandeza da pátria, superando limites e exercendo valores. Dedicação, profissionalismo e responsabilidade foram evidenciados por nossos antepassados por ocasiões importantes como missões ferroviárias e rodoviárias”, completou.

Aos 70 anos de idade o soldado Joel Martins de Campos foi um dos participantes da formatura. Ele conta que fez parte do 1° Grupamento em 1965, ano em que o 2º Batalhão Ferroviário foi transferido para Araguari.

“Na época eram 330 homens divididos em três turmas. Permaneci aqui por 10 meses e 16 dias como soldado e dei baixa cumprindo meu dever civil”.

O sargento Cristiano Gimenes Carvalho, da lista do grupo 91, também esteve presente na cerimônia. “Foram 22 anos de experiência militar e encontrar companheiros do meu grupamento e de outros é uma oportunidade única. As Forças Armadas é uma escola e temos a agradecer”, expôs.

A formatura contou com a presença dos generais Carula e Megid e dos coronéis Jaime e Risse antigos comandantes da organização militar.

Sobre a unidade militar da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro

Criado em 29 de julho de 1938 pelo Decreto Presidencial nº 268, de 11 de fevereiro de 1938, foi instalado na cidade de rio Negro, Paraná, com a denominação de 2º Batalhão Ferroviário e a finalidade de participar da construção do Tronco Principal Sul que demandava de rio Negro até Roca Sales, Rio Grande do Sul. Em 1965 foi transferido para Araguari com a missão de integrar a Capital Federal ao sistema ferroviário nacional. O trabalho foi iniciado com a construção do trecho Pires do Rio, Goiás, a Brasília, Distrito Federal. Em 22 de março de 1980 foram concluídos os 469 Km entre Uberlândia e a capital federal. Em 26 de março de 1999, a unidade militar foi transformada em 11º Batalhão de Engenharia de Construção (11º BEC) e, a partir de 29 de julho de 2015, teve novamente sua denominação alterada para 2º Batalhão Ferroviário, retornando à sua origem ferroviária.

1 Comentário

  1. Bevenuto, Eduardo Gomes disse:

    Estive nesta cerimônia impar onde após 18 anos 6 meses e 29 dias deixei de exercer minhas atividades profissionais como militar, voltar a Araguari e estar presente com amigos que a tanto não os via foi simplesmente magnifico, relembrar as atividades militares desfilando frente ao comando do 2º BFv e obras as quais ajudei a construir eleva nosso espirito patriota deixando com a certeza de que nosso aprendizado não foi em vão. Agradeço ao pessoal da GAZETA DO TRIÂNGULO pela cobertura da festa. Ex-Cabo Bevenuto Grupamento 1993.

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