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Militar do Corpo de Bombeiros morre aos 47 anos

qui, 19 de outubro de 2017 05:42

por Tatiana Oliveira

Companheiros de pelotão ressaltam que sargento Lessa deixa o sorriso e camaradagem como marca

O perigo está sempre no dia a dia de um bombeiro, seja lutando contra o fogo ou numa situação limite em que há risco de vida para pessoas inocentes. Os bombeiros são aqueles profissionais que tem como trabalho oferecer as suas vidas para salvar a vida de pessoas que nunca viram antes. Na segunda-feira, 16, o 5º BBM-MG de Araguari-MG perdeu um de seus heróis, o sargento Lessa, para uma parada cardíaca.

Companheiros de trabalho contam sobre  sargento Lessa

Companheiros de trabalho contam sobre sargento Lessa

Lessa, além dos combates diários salvando a vida de desconhecidos, travava uma batalha própria. De acordo com o 2º tenente Ésio Oliveira Ribeiro, comandante  do1º Pelotão da 3ª CIA BMMG do 5º BBMMG, durante oito anos Lessa teve problemas cardíacos. Há aproximadamente oito meses passou por um cateterismo e implantou um Stent. O 2º tenente conta que o militar trabalhou até o início da noite na segunda-feira.

“Foi um militar notado pela humildade e dedicado a enfrentar as dificuldades de sua carreira. Nesse período que convivemos em Araguari, por várias vezes lançamos desafios e ele sempre batalhou com muita garra para conseguir cumpri-los”, conta o tenente.

Quando seu coração parou, os próprios colegas de batalhão foram acionados para atendê-lo. Conforme informações dos solicitantes, o militar estava em parada cardiorrespiratória. A unidade de resgate foi até o local e confirmou o que havia sido passado: o colega estava em PCR. Os companheiros de batalhão tentaram todos os recursos possíveis no local para salvar Lessa, mas ele teve dois choques e precisou ser transferido à Unidade de Pronto Atendimento – UPA, onde faleceu após 40 minutos de tentativas de reanimação.

O companheiro e amigo de Lessa, 2º tenente Júlio César, conta à Gazeta do Triângulo que o militar era um homem ímpar. “O Lessa era uma excelente pessoa. Não falava de ninguém, todas as pessoas eram importantes para ele, tanto na vida pessoal quanto em seu desempenho no trabalho”, disse. “Ele era muito família e sempre dava o máximo para colocá-los em uma posição melhor”, exalta Júlio César.

Segundo Júlio César, além de um excelente profissional, o sargento Lessa deixava os dias do Pelotão mais alegres. “Éramos muito próximos, brincávamos muito, conversávamos bastante durante o expediente. Ele era muito divertido, tinha um excelente humor, uma pessoa bem-humorada, alegre, pra cima, feliz”.

Conforme o amigo contou à Gazeta, Lessa teve dificuldades para entrar no Corpo de Bombeiros e faltava pouco tempo para se aposentar. “Ele sofreu muito para trabalhar como bombeiro. Durante o período de curso, tinha dificuldade em algumas áreas, principalmente natação. Lá ele teve que aprender meio que na marra, mas conseguiu superar isso esse tornou soldado”, relata.

“Acho que não teve tempo de aproveitar. A gente trabalha tantos anos para se aposentar como bombeiro; a nossa carreira é tão difícil. Uma pessoa que sofreu tanto para entrar e ter a carreira interrompida dessa forma, faltava pouco para ele aposentar e desfrutar de tudo o  que plantou durante a carreira”, lamenta.

Conforme contam os colegas de pelotão, sua falta será sentida. “Ele deixou como característica para nós um sorriso fácil e a cordialidade de sempre nos cumprimentar e fazer o dia de todos nós muito melhor, ” lamenta Ribeiro.

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