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Médico mineiro relembra participação na autópsia do corpo de Elvis Presley

sex, 16 de janeiro de 2015 01:00
O médico Patologista Raul Lamim é natural de Juiz de Fora.  Foto: Divulgação

O médico Patologista Raul Lamim é natural de Juiz de Fora. Foto: Divulgação

ADRIANO SOUZA – Assim que a reportagem da Gazeta do Triângulo tomou conhecimento da participação de um mineiro na autópsia do corpo de Elvis Presley, iniciamos contatos via telefone e e-mails com o médico Patologista Raul Lamim, mineiro de Juiz de Fora que em 16 de agosto de 1977, participou do procedimento na condição de residente sênior no Hospital Memorial Batista, em Tennessee, Estados Unidos, com mais outros quatro profissionais.

Lamim conta que na época, tinha a liberdade de escolher quatro dias do ano para seu plantão e, sem saber o que o destino lhe reservava, marcou o início exatamente para a data de morte do “Rei do Rock”.

Elvis Presley foi encontrado pela namorada, Ginger Alden, no banheiro da mansão de Graceland. Foto: Divulgação

Elvis Presley foi encontrado pela namorada, Ginger Alden, no banheiro da mansão de Graceland. Foto: Divulgação

No dia 16 de agosto de 1977, Elvis Presley foi encontrado pela namorada, Ginger Alden, no banheiro da mansão de Graceland. Obeso e vestindo um pijama verde, o corpo estava caído sobre um tapete vermelho, onde também repousava o livro que estava lendo “A Busca Científica Pelo Rosto de Jesus”.

Médico respeitado em todo o estado, Raul Lamim, que ainda exerce a profissão em Juiz de Fora, lembra que estava de plantão quando o corpo do astro deu entrada no hospital às quatro horas da tarde, momento em que ele se encontrava na Biblioteca da Universidade fazendo pesquisa para seu mestrado, quando viu alguns policiais federais na porta da sala de autópsia.

“Fui chamado na sala uma hora antes do meu plantão. Ainda brinquei, são quatro horas e meu plantão começa as cinco, mas eles me disseram que quem estava na sala era Elvis Presley; pensei que estavam brincando comigo, mas era verdade,” comentou.

O médico acredita que, em função dos medicamentos que tomava em excesso, Presley tenha entrado em estado de semi-anestesia, dormindo um sono profundo com a face virada para o chão, o que teria impedido a respiração e provocado a morte por asfixia. Ressalta que os médicos tentaram reanimá-lo, embora tenha chegado ao hospital sem os sinais vitais e seu corpo não apresentava vestígios de agressão física, a não ser uma ou duas costelas quebradas.

Elvis não morreu? Trinta e sete anos depois, essa é uma pergunta que não cala. Entre milhares de fãs alguns relatos de aparição do mesmo em várias partes do mundo. Na avaliação do patologista Dr. Raul Lamim, a autópsia no corpo não mostrou nenhuma anormalidade que justificasse a morte de Elvis Presley. “Na minha maneira de ver, ele morreu de asfixia porque sua fisionomia era característica – boca entreaberta, língua semi-posta para fora e uma tonalidade azulada da cintura para cima. Deixo claro, entretanto, que não tomei conhecimento do documento oficial, atesto o que eu suponho ter acontecido,” ponderou.

Lamim conta que fez o fellow em hematologia e o mestrado, passando pelas cidades de Saint Louis, Memphis, Houston e depois retornou à segunda, onde o destino o colocou diante do que prefere chamar de uma triste coincidência. “Guardo o fato de ter participado da autópsia do corpo de Elvis Presley como uma experiência filosófico-religiosa de que todo mundo acaba igual, independente da importância. Fui ironicamente encontrar o ídolo de adolescência naquela mesa de autópsia”, relembra. Lamim e mais três médicos que fizeram a autópsia de Elvis estão no livro que desvenda a morte do ídolo.

6 Comentários

  1. Jonalvo Absair Lopes disse:

    Parabéns Adriano! Como fã inconteste do intérprete Elvis Presley, li atentamente, linha após linha a este bem trabalhado texto. Admiro muito uma parte deste ícone universal da música – o lado Gospel . Muitos não sabem mas, Elvis além de ser tido como precursor do Rock and Roll, teve sua carreira iniciada pelo gosto pelos hinos sacros que cantava nos cultos dominicais, acompanhado de sua mãe. Elvis, sobrevivente de um difícil parto de gêmeos, fez da música gospel, seu primeiro ”amor” musical. O relato do mineiro – Dr. Raul Lamim, quanto ao livro que ele lia em seus momentos finais, vem de encontro a este lado, tão conhecido nas canções que ele interpretava com muito sentimento, a exemplo das músicas: Why me Lord e Help Me.

  2. elias escobar disse:

    muito bo sobre vida rei rocckm já sabia disso mais muitos comentários maldosos

  3. Richard Wong disse:

    I am trying to contact Dr. Raul Lamin. I am an old associate and friend from years ago. Please respond. It would be much appreciated. Thanks!

  4. Richard Wong disse:

    I am trying to contact Dr. Lamin. He and worked together years ago in Houston, Tx., MD Anderson, Baptist Hospital, Memphis and University of Tenn, Memphis , Tn. My cell # 214-797-0696 and land line #972-377-6345. Call me or send me an e-mail. Thanks! Richard Wong. My address in Frisco, Tx. is 12507 Shepherds Hill Lane, 75035.

  5. Pimentel disse:

    Olá, moro em SP gostaria muito de poder conversar com você, ficarei muito contente se você puder enviar-me o seu contato.
    Um grande abraço e obrigado.

  6. Noel disse:

    A cada entrevista esse médico muda a história. E o resultado da autópsia descarta definitivamente a hipótese dele ter morrido por asfixia. Isso só me leva a crer que esse médico, ainda inexperiente na época, não tem claras lembranças sobre o acontecido, tanto que, tirando aqui no Brasil, não costuma ser consultado para fins biográficos, coisa que seria corriqueira caso fosse uma fonte confiável.

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