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Medicamentos genéricos podem gerar economia de até 75%

qui, 29 de março de 2018 05:59

por Mel Soares

Além de descontos expressivos, similares são considerados eficazes durante o tratamento médico

Uma das dúvidas de muitos pacientes que tomam medicamentos de uso contínuo é a respeito da eficácia dos famosos genéricos, que contém o mesmo princípio ativo e apresentam a mesma fórmula farmacêutica do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. A única diferença são as características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem.

Também foi abordado durante a entrevista os males da automedicação

Também foi abordado durante a entrevista os males da automedicação

 

Para saber quanto ao número de recomendações médicas do produto a reportagem esteve na Drogaria do Bosque. Segundo a farmacêutica, Najara Freitas Avelar de Almeida, em torno de 50% dos medicamentos prescritos são genéricos. “Normalmente o medicamento de marca é bem mais caro e como tem a mesma eficácia, os pacientes preferem o genérico mediante a prescrição médica”, afirmou.

Conforme apurado pela reportagem, na compra do genérico é possível conseguir descontos de até 75%. “São mais comuns nas vendas, os fármacos similares para hipertensão seguidos de analgésicos e remédios para pessoas com diabetes e hipotireoidismo”, contou.

Outro assunto abordado com a profissional foi sobre os riscos da automedicação, hábito que ainda pode ser constatado. “A maioria tem conhecimento que não pode ser vendido antibiótico, por exemplo, sem receita médica. Quando a pessoa chega aqui na farmácia com a garganta inflamada ou algum sintoma que realmente precise de antibiótico,aconselhamos a ida no médico”, disse.

A farmacêutica também falou a respeito do antibiótico amoxicilina tão comum de ser solicitado sem receita médica. “Tem muitos leigos nessa parte e, ao sentir uma pequena dor, pensam que é necessário o antibiótico; a utilização desnecessária pode gerar resistência das bactérias e o tratamento se torna cada vez mais difícil”, destacou.

A automedicação é ainda mais perigosa quando se tem doenças crônicas. “No diabético essa automedicação pode atrapalhar bastante. Se a pessoa tiver uma ferida pode haver impedimentos na cicatrização, pois o sistema imunológico da pessoa já é comprometido e com a imunidade mais baixa isso vai prejudicar”, alertou.

O uso incorreto do medicamento também compromete a saúde daqueles pacientes que, ao sentir melhora com a ingestão de apenas um comprimido,suspendem o tratamento acreditando na cura total da doença.

“A bactéria pode morrer na primeira dose, mas ela volta mais resistente, portanto aquele medicamento não será eficaz sendo necessário aumentar a dosagem ou até mesmo trocar o medicamento para conseguir obter os resultados satisfatórios”, conscientizou.

O intervalo para tomar a medicação também é extremamente importante. “Principalmente os antibióticos têm que ser seguidos à risca porque senão as bactérias começam a se multiplicar de novo,por isso é preciso se atentar ao horário recomendado. Além disso, os pacientes precisam ficar atentos quanto a alimento ingerido junto com o medicamento. Tudo isto nós, como farmacêuticos, estamos disponíveis para orientá-los”, concluiu.

 

 

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