Lojistas reivindicam mais segurança
qui, 16 de outubro de 2014 00:30
Os lojistas de Uberlândia estão a cada dia, mais temerosos. Isso foi exposto durante uma reunião que a CDL Uberlândia realizou recentemente com diretores e comerciantes para mais uma vez discutir sobre a segurança. Durante o encontro, a maior queixa dos empresários do comércio foi a preocupação com seus patrimônios em função dos assaltos frequentes. Um dos empresários que trouxe esta reivindicação foi o proprietário da Rede Drogalíder em Uberlândia, David Luiz Rotelli. Ele revelou que constantemente têm ocorrido assaltos nas farmácias da rede. A maioria dos presentes externa o desejo de estender o horário de funcionamento, mas não o fazem pela falta de segurança.
Atenta a essa realidade, a CDL, por meio das Câmaras Setoriais, tem realizado algumas reuniões entre a Polícia Militar e representantes do poder público, juntamente com empresários, para discutir o tema. A CDL, como integrante do Conselho de Segurança Pública do Município, tem levado os anseios da classe ao poder público, cobrando a instalação de câmeras de videomonitoramento para coibir delitos e as frequentes explosões em caixas eletrônicos, a fim de oferecer um pouco mais de tranqulidade à população. Mas segundo o presidente da CDL, Celso Vilela, por mais que o poder público tenha investido em segurança e o policiamento seja constante, esses esforços não têm sido suficientes para manter a rotina de tranquilidade, nem para os lojistas e nem para a população. A fim de entender o que está acontecendo, muitos disseram acreditar que o aumento da criminalidade está ligado a insuficiência do efetivo da Polícia Militar, que não consegue atender as demandas de uma cidade do porte de Uberlândia. Também cogitaram que o indulto do dia dos pais, período em que os detentos são liberados para estar com a família, tem contribuído para a falta de segurança, haja visto que alguns aproveitam para voltar a cometer crimes e não retornam para os presídios.
Ainda nesse quesito, as atuais leis pouco ajudam. Na visão dos empresários elas são permissivas, protegem mais o infrator do que o cidadão de bem. Além disso, eles ainda afirmam que quando precisam registrar uma ocorrência há muita demora e burocracia. A falta de segurança tem afetado até a contratação de pessoal. A maioria disse que além da falta de interesse de pessoas em trabalhar em determinados segmentos, muitos rejeitam a vaga devido a sensação de insegurança e assaltos frequentes. “A manutenção deste quadro de medo pode desenvolver quadros traumáticos em função da violência urbana, sendo que os danos mais profundos são os emocionais, que dependendo da gravidade podem levar ao afastamento e até a pedidos de demissões”, disse Celso Vilela.
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