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LIRAa considera risco médio baixo de infestação do Aedes aegypti no município

qui, 31 de outubro de 2019 05:27

Da Redação

Cerca de 40% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue estão nos quintais

Para possibilitar o diagnóstico de infestação e os tipos de criadouros do mosquito transmissor da dengue, zíka vírus, chikungunya e febre amarela existentes no município, foi realizado o segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano. Para isso, Agentes de Endemias visitaram mais de dois mil imóveis e registraram um resultado dentro do aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O LIRAa é uma metodologia que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito. De acordo com o Ministério da Saúde, o índice é considerado satisfatório quando fica abaixo de 1%; situação de alerta quando está no intervalo entre 1% e 3,9%; e risco de surto quando superior a 4%. Na cidade, os dados apontam a diminuição do índice larvário, sendo registrado 1,4% de infestação considerado de risco médio baixo na cidade, diferente dos resultados obtidos em janeiro quando Araguari obteve classificação de risco devido ao índice de 4,1%.

Na cidade, os dados apontam a diminuição do índice larvário, sendo registrado 1,4% de infestação

Na cidade, os dados apontam a diminuição do índice larvário, sendo registrado 1,4% de infestação

 

O levantamento mostra que cerca de 40% dos criadouros foram encontrados em recipientes de plástico, latas e lixo em geral deixados nos quintais das residências, além de caixas d’água, tambores e toneis em geral. Segundo o secretário de Saúde, Guilherme Afonso, apesar de o índice estar controlado, a continuidade de hábitos simples evita a proliferação do aedes aegypti. A orientação é providenciar a cobertura ou vedação, se indispensável proteger/lavar, caso contrário, descartar. “Os moradores precisam estar atentos e nos ajudar limpando seus quintais e eliminando os possíveis criadouros. São atitudes simples que fazem a diferença, como por exemplo, tampar as garrafas, cobrir ou eliminar esses materiais,” afirmou Guilherme Afonso.

Vasos de plantas, pratinhos, bebedouros de animais e frascos com água também merecem atenção redobrada. Neste caso, a principal recomendação é a realização de limpeza constante para eliminar a possibilidade de reprodução do mosquito. De posse do resultado do LIRAa, a equipe vem trabalhando na elaboração de estratégias visando a intensificação de ações diversas na cidade. Também será dada continuidade nas visitas domiciliares, até mesmo para que o próximo índice não seja alto.

Conforme ressaltou o secretário, estão programados alguns mutirões aos finais de semana que deverão ser realizados até dezembro. As localidades e datas serão divulgadas em breve. Para conscientização da comunidade através de jovens e crianças, a pasta lançou o programa Guardião do Quarteirão, que consiste na visita de alunos das redes de ensino público e privado às residências do município, com foco em ações informativas. Ao final, os estudantes receberão um selo e certificado de participação, além de concorrerem a alguns prêmios.

Na cidade, os dados referentes à 43ª semana epidemiológica de dengue, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) de janeiro até outubro, foram constatados 2.861 casos prováveis de dengue. No mesmo período, a prefeitura de Uberlândia também realizou o levantamento e divulgou na última segunda-feira, 28, que 1,3% das casas pesquisadas têm focos de reprodução do aedes aegypti.

A taxa é menor do que a verificada no mesmo período do ano passado, quando 4% dos imóveis da cidade tinham focos de reprodução do mosquito. Contudo, o número aponta situação de alerta para possíveis surtos das doenças transmitidas pelo Aedes. A referida cidade tem mais de 30 mil casos suspeitos de dengue e 20 mortes pela doença confirmadas.

A doença

Em caso de aparecimento de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de apetite, manchas vermelhas na pele, náuseas, dores nas articulações e fadiga, a orientação é para que os araguarinos procurem orientação médica. Quem contraiu dengue precisa ter cuidados especiais para que o quadro não se agrave. Os araguarinos também precisam estar atentos, pois, a febre chikungunya é uma doença que possui sintomas semelhantes aos da dengue, porém, a diferença está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

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