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Legislativo discute temas envolvendo a área da saúde no município

sex, 26 de outubro de 2018 05:40

por Mel Soares

No fim de semana, a reportagem publicou informações acerca da audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Os dados coletados foram divulgados conforme entrevistas realizadas com a presidente da Comissão, Ana Lúcia Rodrigues Prado (PTB) e com a secretária municipal de Saúde, Iara Borges.

No início desta semana, o vereador Dhiosney Andrade (PTC) procurou a reportagem para relatar algumas questões tratadas na reunião e, sobretudo, sobre reclamações relativas a prestação de serviços na área da saúde. “É visível até mesmo nas redes sociais o quanto a população tem reclamado da má gestão da saúde pública no município”, destaca.

Uma das averiguações feita pelo edil diz respeito a Unidade de Saúde localizada no bairro São Sebastião. “Não tem aparelho de medir pressão, essa informação foi repassada por usuários e confirmada por servidores. O sonar, aparelho utilizado para escutar os batimentos cardíacos do bebê durante a gestação, não tem, e nem mesmo materiais para curativos”, argumentou.

A coordenadora da Atenção Primária, Marislene Pulsena, afirmou à reportagem que o aparelho de medir pressão é disponibilizado na unidade. Quanto ao sonar, ele não está sendo viabilizado, pois apresentou defeito, sendo feita a compra de 40 itens que devem ser repostos nas unidades de saúde brevemente. Sobre os materiais para curativos, a profissional afirmou que a empresa responsável por viabilizar foi notificada extrajudicialmente e solicitaram o prazo de 10 dias para promoverem a entrega.

A falta de ultrassom para realização de exames e a ausência do mamógrafo, na Policlínica, também foi reivindicada pelo vereador.  Segundo informações da secretaria de Saúde, foi aberta licitação, mas não houve empresas interessadas. A expectativa é de que o problema do ultrassom seja resolvido nas próximas semanas.  Sobre o mamógrafo, a titular da pasta, Iara Borges, disse que o exame é oferecido por clínicas contratadas, diminuindo assim os gastos com manutenção e gerando economia. “Foi possível conseguir com laboratórios e clínicas preços da tabela do SUS sem a necessidade de complementação por parte do município. Essas mulheres são encaminhadas até as clínicas, sendo que o atendimento é mais rápido e mais confortável”, ressaltou.

Em entrevista, o vereador também falou a respeito da Anvisa que prevê algumas exigências relativas ao alvará sanitário, que, segundo ele, ainda não foi apresentado por estabelecimentos de saúde. “Também não há alvará do Corpo de Bombeiros”.

Sobre a falta do alvará sanitário, a Vigilância Sanitária do município, disse que o documento não é obrigatório. “Apesar disso, a fiscalização é feita pela seguindo as normas da Anvisa. Algumas adequações ainda precisam ser feitas incluindo reformas para liberação do alvará do Corpo de Bombeiros”, disse o coordenador da Vigilância, Norival Azevedo D’Ávila.

As autoclaves, que são materiais de esterilização, também estão sendo alvo de reclamações. Segundo o vereador, é necessário que o material tenha acompanhamento e apresente laudos. Sobre este assunto, a Vigilância Sanitária informou que esta situação está regular e que o número de auto claves tem atendido a demanda.

Uma das revoltas manifestadas pelo edil durante entrevista diz respeito a apresentação de requerimento onde ele convoca a titular da secretaria de Saúde para comparecer na casa legislativa. “Meu objetivo é que ela esclarecesse sobre a situação da saúde na cidade. Vereadores, que compõem a base do governo, votaram contra o requerimento. Um absurdo. Há cinco anos na Câmara Municipal nunca vi algo parecido. Criaram um grande teatro fazendo uma audiência pública, onde noticia-se que a população participou. Mas não, foram inúmeras pessoas do quadro de funcionários da saúde, onde quiseram, de certa forma, transparecer que está tudo bem”, ressaltou.

Na visão do vereador, ele teve o seu direito de questionar comprometido pelos colegas. “É triste dizer isso, mas eu fui boicotado pelos próprios companheiros do legislativo, pela comissão de saúde a não fazer as perguntas. Eu fiz três ou quatro perguntas, destas duas não conseguiram responder.  Infelizmente fica aqui, de certa forma, o meu repúdio a Comissão de Saúde da Câmara Municipal que deveria estar paralelamente lutando sobre os questionamentos do povo e não lutando por um governo que vai mal, simplesmente por ser base”, finalizou.

Ao utilizar a tribuna da Câmara Municipal na sessão dessa terça-feira, 23, vereadores expuseram a indignação em relação a postura de Dhiosney, que segundo o vereador Werley Macedo, teve mais de 30 minutos para expor suas demandas durante a audiência pública. A presidente da Comissão, vereadora Ana Lúcia, afirmou que tem participado ativamente das reuniões relativas a área da saúde e acompanhado de perto as demandas da comunidade. “Só peço ao vereador Dhiosney que tenha mais respeito comigo assim como eu sempre tive com ele”, ressaltou Ana Lúcia ao fazer uso da tribuna.

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