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Jovem é condenada a 17 anos e 8 meses por assassinato em clube campestre

qui, 5 de julho de 2018 05:34

Da Redação

Outra acusada é absolvida pelo Júri Popular

Uma sessão tensa dentro e fora do Plenário do Tribunal do Júri. Assim foi o julgamento popular de duas jovens, nesta terça-feira, no Fórum Doutor Oswaldo Pieruccetti. Além de agentes do Presídio de Araguari, policiais militares e integrantes da equipe de vigilância do Judiciário estiveram atentos desde a chegada das acusadas, pouco depois das 9h, até o encerramento dos trabalhos, por volta de 18h.

Salão do Júri teve momentos de tensão na última terça-feira ** Gazeta do Triângulo

Salão do Júri teve momentos de tensão na última terça-feira
** Gazeta do Triângulo

 

As seis mulheres e um homem que formaram o Conselho de Sentença (Júri Popular) reconheceram que Camila Cristina Mendes matou Priscila Campos Santana Silva, pelo motivo fútil e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como tentou contra a vida de outra jovem, em maio de 2014, durante evento num clube campestre localizado no bairro Palmeiras do Império, em Araguari.

Pelos crimes de homicídio consumado e homicídio tentado, a acusada foi condenada a 17 anos e 8 meses de reclusão, no regime inicial fechado. A pena seria maior, porém, a juíza-presidente do Tribunal do Júri, Danielle Nunes Pozzer levou em conta a confissão e menoridade da mesma na época dos fatos. Ela se encontra presa há quatro anos.

Por sua vez, Bruna dos Santos Xavier foi absolvida pelo Conselho de Sentença. A garota aguardava o julgamento em liberdade e foi denunciada pela tentativa de homicídio. O próprio Ministério Público de Minas Gerais, através do promotor de Justiça Alam Baena Bertolla dos Santos entendeu que ela não cometeu o referido delito. O advogado Paulo Braganti e seus assessores reforçaram o pedido de absolvição, em razão da ausência de provas.

Camila Cristina foi interrogada em Plenário e reafirmou a autoria dos crimes. Afirmou estar arrependida do seu ato e pediu perdão aos familiares de Priscilla. O defensor público Jéfferson Guimarães Soares requereu a retirada das qualificadoras e ainda que os jurados reconhecessem a violenta emoção, pois Camila havia sido provocada pela vítima antes de acertar os golpes de faca. Sobre a tentativa, ele tentou a desclassificação do delito para lesão corporal leve.

A defesa de Camila Cristina deverá recorrer da sentença no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O Conselho de Sentença contou com estes representantes da sociedade araguarina: Katiane Cristiane Faria da Cunha, Cláudia Maria das Graças Duarte Ramos, Letícia Pereira dos Santos, Lívia de Sena Silva, Nilson Vieira de Sousa, Luana Thomazetto Rossato e Cristiane de Sousa Cunha Freitas.

 

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