Imóveis e terrenos baldios tomados pela sujeira são risco à saúde, alerta vereador
sáb, 21 de janeiro de 2017 05:43Da Redação
Focos em residências abandonadas contribuem para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti
O cenário de casas abandonadas pode ser constatado em diversas regiões da cidade. O período extenso de abandono dos imóveis causa transtorno à vizinhança e tem sido motivo de revolta em relação à falta de zelo dos proprietários. Diante disso, o vereador Dhiosney de Andrade (PTC) usou a tribuna da Câmara Municipal, na última terça-feira, 17, para alertar os vereadores sobre a situação destas casas, além de terrenos baldios e propriedades que, pela falta dos devidos cuidados, podem representar risco à saúde pública.
Diante disso, ele apresentou o Requerimento nº. 09/2017, solicitando que seja enviado um ofício ao prefeito Marcos Coelho (PMDB) para que ele tome ciência da situação. “Muitas casas sem muros e calçadas, representam o total descaso dos proprietários. Terrenos estão servindo para o acúmulo de sujeira ou para o esconderijo de usuários de drogas e criminosos. Além disso, a situação em que se encontram tem contribuído para a proliferação de animais peçonhentos e, principalmente, de criadouros do mosquito da dengue,” ressaltou.
Na tentativa de resolver o problema, o vereador pediu que fiscais sejam enviados para vistoriar estes locais. Posteriormente, seja feita a devida notificação aos proprietários dando o prazo para que eles solucionem a situação, levando em consideração que nestes locais há possibilidade de proliferação do Aedes Aegypti, pois, pneus velhos, vasos, garrafas pet, entre outros, são encontrados com facilidade e oferece risco para a população que reside nas proximidades.
Caso não seja possível efetuar este tipo de fiscalização, o vereador solicitou que a prefeitura realize o serviço de limpeza e inclua a taxa no valor na dívida ativa em nome do proprietário. “Se cobrar, acredito que os donos desses lugares terão mais cuidado com o seu imóvel ou terreno e poderemos evitar muitos incidentes e doenças em nosso município,” completou.
Ao passo que o descuido da população aumenta o número de casos relacionados à dengue e o transtorno pode crescer, como aconteceu no mesmo período em 2016, quando grande número de pessoas foram diagnosticadas com dengue em Araguari. Apesar de o município não apresentar um número elevado de casos de dengue este ano, a chegada do período chuvoso reascende o alerta para a importância do combate e da prevenção.
Medida Provisória
No mesmo período em 2016, uma Medida Provisória do Governo Federal, autorizou a entrada forçada de agentes públicos de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis abandonados, ou no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local. A ação se mostrou essencial para o controle das doenças zika, dengue e chikungunya, em áreas identificadas como potenciais possuidoras de focos transmissores.
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