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Grupo capturado em rodovia de Araguari é condenado pelo porte ilegal de arma e munição

qua, 4 de julho de 2018 05:14

Redação

Juíza profere sentença três meses após os fatos, na MG-223

O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca condenou quatro jovens (22, 23, 24 e 25 anos) e um homem de 50 pelo delito de porte ilegal de arma com número de série suprimido e munições. O crime foi cometido no dia 3 de março último, na MG-223, em Araguari.

Cada um dos rapazes pegou 3 anos de reclusão, no regime inicial aberto, enquanto o mais velho recebeu 3 anos, 11 meses e 7 dias, no regime inicial semiaberto, por se tratar de reincidência. Apenas este último não obteve alvará de soltura após a sentença proferida pela juíza Danielle Nunes Pozzer.

Material apreendido com os suspeitos na data dos fatos ** Arquivo

Material apreendido com os suspeitos na data dos fatos
** Arquivo

A magistrada ressaltou que a ciência dos acusados quanto ao porte de arma de fogo está prestigiada pela prova oral, forte na palavra dos policiais responsáveis pela abordagem e prisão. Não bastasse isso, eles foram capturados na posse da arma de fogo de numeração raspada e das munições, circunstâncias que, por si só, acarretam contundentes indícios de autoria.

“Cumpre observar que os réus não tinham registro da arma de fogo nem autorização para o porte, não sendo juntado nos autos qualquer documento nesse sentido”, observou a juíza Danielle Pozzer.

Sobre a alegação de que um dos envolvidos portava o revólver e as munições em legítima defesa, em função de atrito anterior, ela colocou que não justifica, pois eles dispunham de vários meios lícitos para se socorrerem, por exemplo, comunicando os fatos à autoridade competente.

A magistrada determinou ainda que a arma de fogo e as munições sejam encaminhadas ao Exército para destruição ou doação.

OS FATOS

Em março deste ano, cinco suspeitos foram presos pela Polícia Militar, no trecho entre os municípios de Tupaciguara e Araguari. Eles teriam confessado na ocasião que o plano era acertar as contas com desafetos na localidade vizinha, pois em data anterior, numa festa em Tupaciguara foram recebidos a tiros por dois autores, ambos com passagens criminais. Um boletim de ocorrência chegou a ser feito. No dia 3, o grupo teria saído de Araguari, num ônibus, para acertar as contas com a dupla.

Policiais militares foram informados, através de denúncia anônima, que havia homens armados atirando em via pública e que estariam fugindo pela rodovia de acesso a Araguari. Foi montado cerco bloqueio na altura do km 135 da MG-223, mas o veículo dos suspeitos passou em alta velocidade, mesmo com a determinação de parada.

Houve perseguição. No trajeto, os militares perceberam que os ocupantes do carro dispensavam alguns objetos às margens da rodovia. Depois entraram em um matagal, mas foram alcançados e presos.

Os policiais precisaram utilizar força física para conter os autores, que resistiam à prisão. Após algemados, foi procedida busca pessoal. No bolso da calça de um deles, conforme informado, foi encontrada uma munição de revólver calibre 38.

Ainda com ele os militares apreenderam 1.694 reais em dinheiro, um cheque no valor de 3.000 reais, do banco Bradesco. No veículo foram encontrados quatro aparelhos celulares e uma base para recarregar rádio HT.

Os suspeitos teriam informado que dispensaram durante a perseguição duas armas de fogo e um rádio de comunicação, porém, os policiais localizaram apenas um revólver calibre 38, oxidado, carregado com três munições, e o rádio sintonizado na frequência da PM.

O veículo C4, placas do estado do Pernambuco, utilizado por eles, seria de um comparsa da cidade de Araguari. O mesmo foi apreendido.

 

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