Ficha Técnica – NÃO CUSTA NADA
qua, 27 de maio de 2015 09:36Alejandra e Pablo são artistas de rua. Ela, torcedora da Venezuela. Ele, torcedor da Argentina. Viveram o pão que o diabo amassou até fazerem da arte independente o ganha pão nos semáforos do Triângulo Mineiro. Assim como no futebol, suas histórias mais emocionantes dispensam dinheiro.
Procurando relatos além das quatro linhas, descobri que o principal deles remonta a 1999. De uma lesão que chegou a ameaçar a carreira, Ronaldo se recuperou para ser o herói da seleção pentacampeã três anos depois. Em 2011, o francês Eric Abidal superou um câncer no fígado para levantar a taça da Liga dos Campeões da Europa, pelo Barcelona. Personagens que mostram quando o futebol se torna o caminho para vitórias na vida.
Há 25 anos, o treinador Guus Hiddink se desdobrava para controlar Romário na Holanda. Apesar disso, os atrasos em apresentações e a preguiça nos treinamentos ficavam pequenos perto do desempenho do jogador em campo. Na Inglaterra, depois de um treino do Chelsea em 2004, o meia inglês Frank Lampard ainda deixava o banho quando foi surpreendido pelo técnico José Mourinho – “Você é o maior jogador do mundo, mas agora precisa provar isso e ganhar títulos, entendeu?” – disse o português. Lampard responderia com o bicampeonato nacional e o título inédito da Liga dos Campeões, anos depois.
Numa noite de 2009, enquanto assistia a um vídeo nas vésperas do clássico entre Barcelona e Real Madrid, o técnico Guardiola telefonou para Lionel Messi. “Ei, acabo de ver algo realmente importante. Poderia dar um pulo aqui?”. Em meia hora, o espanhol mostrou o espaço onde queria que o camisa 10, futuro “falso 9”, jogasse. Era o começo da transformação do jogador em um monstro de 1,70m, melhor do mundo por quatro anos consecutivos. No último domingo, 24, o argentino Jonas Gutierrez foi o autor do gol que manteve o Newcastle na elite do futebol inglês. Aquele que em outubro de 2014 ainda lutava contra um câncer no testículo, chegando a ser contestado pelo presidente e a torcida, se tornava o herói da equipe.
Se há muito os Beatles diziam sobre o amor que não podiam comprar, no futebol, as vitórias mais importantes dispensam obras faraônicas, investimentos astronômicos ou conflitos de interesses alheios. Se as melhores coisas da vida são de graça, no mundo da bola elas também não custam nada. Certo dia, perguntei para o casal de artistas de rua qual seria o caminho da felicidade, e um silêncio invadiu após a resposta.
“Para a arte na rua, no teatro ou em qualquer lugar, é essencial que haja paixão. Paixão pelo que se está fazendo, por ser uma necessidade espiritual de todo mundo. Como um alimento pra alma e pro coração. É preciso muita coragem e é como uma ponte para a liberdade, aí então você adquire independência. Não é o caminho mais fácil, mas certamente é o mais gratificante”, responderam.
Fonte: Financial Times
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