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Festival de Dança do Triângulo estreou em palco histórico de Araguari e emocionou público com diversidade e talento

qua, 13 de agosto de 2025 10:58

Da Redação

Legenda: O aplaudido evento aconteceu no último 26 de julho,  no Cine Teatro Rex.

O brilho do letreiro iluminado, o charme nostálgico do estilo art déco e a energia vibrante das sapatilhas e passos marcados se encontraram no último dia 26 de julho, quando o Cine Teatro Rex, em Araguari, recebeu pela primeira vez uma extensão do Festival de Dança do Triângulo (FDT). O evento, realizado pela Associação dos Profissionais da Dança de Uberlândia (APDU), emocionou o público e reafirmou o poder da arte de transformar espaços e conectar pessoas.

O Palco Livre – Extensão Araguari foi fruto de uma parceria entre o coreógrafo Cláudio Henrique Strondum, coordenador do projeto, a Fundação Araguarina de Educação e Cultura (FAEC), a Associação de Dança de Araguari (ADA), com a mediação do produtor cultural, dançarino e professor Antônio Carlos Malaquias, conhecido como Cacá Reis. O transporte dos artistas e equipe de Uberlândia foi viabilizado com o apoio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), por meio da Divisão de Fomento à Cultura (DiCult), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC).

O público araguarino compareceu em peso ao tradicional teatro da cidade e foi brindado com apresentações que passaram por diversos estilos de dança, entre eles balé clássico e infantil, K-pop, danças urbanas, dança do ventre, danças orientais, dança de salão, jazz, dança contemporânea e estilo livre. A diversidade dos números reafirmou a proposta do festival de ser um espaço aberto e inclusivo para a arte do movimento.

Para Sam Souza, dançarino de danças urbanas do Studio A, a emoção foi intensa. Ao assistir aos colegas e amigos no palco, ele já visualizava a continuidade do festival em Araguari nos próximos anos. “Eu vim para prestigiar todos que vieram hoje mostrar sua arte, também por ser uma extensão do festival. Espero muito que tenha todos os anos!”, disse, entusiasmado.

O evento marcou um passo importante no fortalecimento da cena cultural local, além de aproximar artistas da região do Triângulo Mineiro. “Eu venho acompanhando o festival há muito tempo e é muita felicidade estar participando dessa forma, aliando minha associação, a ADA, com a APDU. Araguari merece ter um pedaço do FDT aqui — algo que é muito importante para todos os artistas, dançarinos e bailarinos. A extensão é um pedacinho do que pode estar por vir”, afirmou Cacá Reis.

A recepção calorosa do público e a ocupação total do teatro foram motivo de entusiasmo para os organizadores. Paulo Apóstolo, presidente da FAEC, destacou que o festival pode crescer ainda mais na cidade. “Araguari recebe o festival com casa cheia e muito carinho. Esse é o primeiro passo para crescer mais. Ano que vem, queremos trazer dois ou três dias de evento para a cidade e agregar nossas escolas de dança, para que o festival tome proporções maiores”, afirmou.

Para muitos artistas, a noite foi a realização de um sonho. Foi o caso da pequena bailarina Maria Flor, de 10 anos, aluna do Studio de Dança Cacá Reis, que participou pela primeira vez do festival justamente em sua cidade natal. Sua mãe, Denise, não escondeu a emoção ao vê-la se apresentar. “Eu fico emocionada de lembrar! Ela dança desde os três anos e gosta muito de dançar. Poder ver ela se apresentando, para a gente, é uma emoção que não cabe no peito. Foi muito lindo!”, contou, com os olhos brilhando.

Enquanto os aplausos ainda ecoam no histórico Cine Teatro Rex, o 31º Festival de Dança do Triângulo segue com sua programação oficial até o dia 3 de agosto em Uberlândia e outras cidades da região, com palestras, seminários e mostras de dança. A estreia da extensão em Araguari já deixou sua marca e reforça a certeza de que a dança na região ainda tem muitos passos brilhantes pela frente.

 

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