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Exército pronto para terminar asfalto da BR-163

sáb, 14 de outubro de 2017 05:32

Com Assessoria

Uma grande manobra logística que consiste na concentração estratégica de meios de engenharia de várias organizações militares do Brasil está sendo montada para apoiar as obras na BR-163, que liga Cuiabá, em Mato Grosso, à Santarém, no Pará. Coordenada pela Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Exército Brasileiro, a estratégia emprega 200 meios de engenharia para a construção de 65 quilômetros, a partir da cidade de Moraes de Almeida (PA).

2º Batalhão Ferroviário está envolvido na obra

2º Batalhão Ferroviário está envolvido na obra

 

A BR-163, também conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, e os portos da região norte, principalmente, em Miritituba e Santarém, no Pará. Em fevereiro e março deste ano, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram na rodovia, especialmente, no sudoeste do Pará. A fila de caminhões chegou a ocupar mais de 50 quilômetros.

Segundo informações do Dnit, 756,6 km da BR-163 no Pará estão pavimentados, faltando 190 km. Desde a divisa com Mato Grosso até Miritituba, faltam 100 km para serem asfaltados. Em 2016, foram asfaltados 20 quilômetros. A meta é asfaltar 60 km ainda neste ano e concluir o asfaltamento até o porto de Miritituba até 2018.

A Operação Xingu, como foi denominada, encontra-se em fase de instalação do canteiro de obras e empregará materiais de unidades de engenharia do Exército de outras regiões do País. Após concluída, a rodovia se consolidará em importante corredor de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, transportada por intermédio de navios que partem dos portos paraenses de Miritituba e Santarém.

A grande mobilização está envolvendo três Grupamentos de Engenharia, localizados em João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Campo Grande (MS), além do 2º Batalhão Ferroviário, sediado em Araguari (MG).

Da região nordeste, estão sendo deslocados 14 equipamentos e viaturas para apoiar a obra, pertencentes aos 1º, 2º, 3º e 4º Batalhões de Engenharia de Construção e ao 7º Batalhão de Engenharia de Combate, todas as organizações militares diretamente subordinadas ao 1º Grupamento de Engenharia (1º Gpt E).

Conforme informações do Exército, essa operação, de elevada magnitude, exige enorme esforço logístico, pois diversos comboios foram formados, a partir das cidades de Barreiras (BA), Natal (RN), Caicó (RN), Floresta (PE) e de Picos (PI), que partiram rumo a Teresina (PI). Na capital piauense, após um trabalho de manutenção, formou-se um grande comboio unificado, cujo destino é a cidade de Moraes de Almeida (PA).

O comboio ainda se deslocará por aproximadamente 2.800 quilômetros, durante cerca de 11 dias. “Todos os quase 200 meios de engenharia que apoiarão a Operação Xingu, dentre equipamentos e viaturas, estão sendo transportados pelos modais rodoviário e fluvial”, informou.

Serão três eixos de transporte rodoviário. O primeiro partiu da região nordeste, a cargo do 1º grupamento, que está percorrendo cerca de 3.300 km, com meios recebidos das Guarnições de Natal (RN), Picos (PI), Barreiras (BA) e Teresina (PI). O segundo, sob a responsabilidade do 2º Batalhão Ferroviário, recebeu meios das guarnições de Cuiabá e de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O terceiro e último eixo de transporte partiu de Santarém, estando a cargo do 8º Batalhão de Engenharia de Construção, organização militar executora da obra. Há, também, um eixo de transporte fluvial, com balsas partindo de Manaus e transportando meios oriundos de Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). (JD)

 

1 Comentário

  1. Paulo Marcellino Nunes de Araujo disse:

    Parabéns ao EB visto que a 163 é um caminho estratégico para alcançar a região note do país, especialmente neste momento conturbado!.

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