Quinta-feira, 26 de Março de 2026 Fazer o Login

Estudantes percorrem o centro da cidade para conscientizar a população sobre o Setembro Amarelo

sáb, 29 de setembro de 2018 05:08

por Mel Soares

Na tarde dessa sexta-feira, 28, alunos do 8° ano do Colégio Berlaar Sagrado Coração de Jesus – sistema COC – estiveram nas principais ruas do centro da cidade com o objetivo de desenvolver atividades referentes ao Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio, que teve início em 2015.

A mobilização partiu dos próprios estudantes e contou a professora Palmira Marques Barbosa. “Os meninos tiveram a ideia após eu apresentar o Setembro Amarelo. Converso muito com a turma sobre diversos temas importantes, destacando a necessidade do diálogo na família. E este é um momento de despertar algo que é um tabu. Nossa ideia do projeto é divulgar o CCC, que é Conectar, Comunicar e Cuidar”, enfatizou.

Turma do 8° ano participa das atividades

Turma do 8° ano participa das atividades

 

A professora Talita Alves da Costa disse que os alunos estão bastante engajados na ação e inclusive, chamaram a atenção dela sobre o assunto. “O grupo está muito envolvido, em uma das minhas aulas fez questão de falar sobre o projeto e fui convidada a participar.”

A primeira ação fora da escola foi promovida nessa quinta-feira, 27, com a conscientização direcionada aos pais, familiares e comunidade próxima ao colégio.

O aluno Pedro Eduardo Farias Dutra, de 14 anos, disse que ficou animado quando surgiu o convite para orientar as pessoas no centro da cidade. “É necessário falar deste tema, dialogar com a comunidade”.

A estudante Ana Letícia Oliveira, de 13 anos, faz parte do grupo que teve a iniciativa de realizar a campanha. “Eu e minhas amigas falamos com a Palmira Barbosa e iniciamos as atividades. E as pessoas que abordamos nas ruas tem sido gentis e inclusive, comerciantes pedem que a gente deixe mais panfletos, para que os clientes também possam ser orientados sobre o assunto, até porque, nem eu mesma conhecia essa campanha Setembro Amarelo.”

Outra aluna participante da ação é Letícia Antunes Pereira. Com apenas 13 anos ela decidiu o futuro profissional tendo em vista as experiências vividas na família. “Para mim, está sendo muito legal, até porque eu quero seguir o ramo da psicologia, que é uma área que ajuda as pessoas. Na minha família há casos de depressão e percebi que a psicóloga ajudou muito. Não só a pessoa que tem a doença sofre, mas também a família e quero ajudar, assim como a minha família conseguiu ajuda”, revelou.

Questionada sobre a recepção das pessoas no centro da cidade, ela confirma a aptidão para exercer a profissão: “Tem alguns que nos recebem bem quando vamos orientar e entregar os panfletos e outros nem tanto, mas a gente não sabe o que o outro está passando”.

Conforme apurado pela reportagem, nos consultórios de psicologia e psiquiátricos, o número de pessoas que relata a vontade de tirar a própria vida, tem chamado a atenção dos profissionais para a promoção de campanhas de prevenção e políticas públicas com o objetivo de diminuir este cenário.

Os motivos que resultam nesta prática giram em torno de distúrbios mentais como depressão e esquizofrenia, além do uso de drogas.

Diversas questões envolvem a vida de uma pessoa que deseja tirar a própria vida, e por isso, o tratamento médico e psicológico são as possibilidades para devolver ao paciente o equilíbrio emocional, essencial para que a pessoa consiga lidar melhor com os obstáculos da vida.

Uma das recomendações dos psiquiatras é de que as famílias que enfrentam esses transtornos com algum parente procurem ajuda profissional para que o quadro seja revertido. O apoio de familiares e amigos torna-se importante nestes momentos em que a angústia e pensamentos obsessivos tomam conta da mente do paciente.

Apoio emocional gratuito

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de maneira gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas, todos os dias. Desde 2015, é possível entrar em contato com eles por telefone através do número 188. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo.

 

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: