Estádio Sebastião César se torna o centro das atenções no meio esportivo de Araguari
qui, 15 de janeiro de 2026 08:00Da Redação
Legenda: O que ainda resta da estrutura se deteriora a cada dia.
O conhecido Estádio Sebastião César da Silva, carinhosamente chamado de Campo do Fluminense Futebol Clube de Araguari, foi, na virada do ano e no início de 2026, o principal assunto entre os integrantes do meio esportivo da cidade. Muitos são os comentários e posicionamentos, que precisam ser respeitados, já que cada pessoa compreende a situação de uma forma, havendo, inclusive, pensamentos semelhantes entre alguns.
Dentro desta coluna esportiva semanal, também abordarei o campo do Fluminense. Afinal, em 33 anos de rádio esportivo, construí um bom legado vivido dentro do estádio, e minha história com o campo do Tricolor do Bosque começou cedo, ainda na infância.
No entanto, para iniciar uma análise da realidade vivida por aquela antiga praça esportiva, é necessário deixar o saudosismo de lado e encarar os dias atuais. Estamos em janeiro de 2026, e as notícias relacionadas ao campo não são nada animadoras.
Este colunista também foi um dos apaixonados pelo estádio e pelo Fluminense e, para que se tenha uma ideia, o Estádio Sebastião César foi o primeiro campo que frequentei ainda criança. Volto a outubro de 1980, em uma partida entre Flamengo e Comercial. Eu completava sete anos naquela ocasião e lembro desse dia como se fosse ontem. Com o passar dos anos, acompanhei grandes equipes disputando os campeonatos juvenil e amador da Liga Araguarina de Futebol, além de importantes times do futebol profissional.
Não posso deixar de lembrar do ano de 1987, quando a diretoria montou uma grande equipe que chegou à fase final do Campeonato Mineiro daquele ano. Os mais abnegados certamente se recordam de Betão, Hamilton, Tairone, Batista e Canhoto; Toninho, Tubertino Vasconcelos e o saudoso Calvex; além do ataque poderoso formado por Zé Vieira, Juraci e Estevão Real. Também me recordo de grandes jogadores que atuaram nesse estádio, como Serginho Uberaba, Carlos Alberto e Biro Biro, da URT de Patos de Minas, além do araguarino Paulo César, conhecido como o “Bailarino de Araxá”, em razão de seu grande talento em campo. Nomes que passaram pelo campo tricolor deixaram saudade e hoje são boas lembranças. Quem viveu aquela época não esquece dos jogos duríssimos disputados no estádio.
Mas, como saudosista daquela fase, é preciso que este colunista desça das nuvens e encare a realidade atual. Em ruínas, o campo do Fluminense vem agonizando há vários anos, com quedas de muros, ausência de estrutura e uma sensação crescente de que fica cada vez mais difícil encontrar uma luz no fim do túnel, especialmente diante da falta de consenso entre as pessoas que hoje comandam o Fluminense.
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