Quinta-feira, 09 de Abril de 2026 Fazer o Login

DIREITO E JUSTIÇA – 9 DE ABRIL

qui, 9 de abril de 2026 08:00

O Pai Nosso; a oração perfeita:

  • Texto originalmente publicado na Coluna DJ de 07.12.2023.

vv

     Jesus redimia e curava pela fé                                      Jesus veio para o mundo todo

 

O Pai nosso, a oração perfeita. Por quê?

1ª ) –    Oração que nos foi ensinada pessoalmente por Jesus;

2ª) –     Oração simples, bela, rápida, objetiva, concisa e precisa.

3ª) –     Oração de caráter universal: abrangendo o material e o espiritual.

4ª) –     Oração inteligível, fácil de aprender e ótima para ser recitada em voz alta.

5ª) –     Oração que permite acréscimos de acordo com o sentimento da pessoa que ora.

6ª) –     Oração que nos eleva e que nos motiva, trazendo-nos energias para o dia-a-dia.

7ª) –     Oração que soa como verdadeira, que nos faz felizes e que traz fé e esperança.

 

 

…………………………………………………………………………………………………………..

O Pai Nosso: a oração perfeita:

 

1 – Pai nosso:

 Simplicidade e humildade de Jesus:

Jesus era simples e humilde. Mesmo achando-se muito mais próximo do Pai Criador (Deus) do que nós mesmos, não nos esqueceu e nem nos deixou de fora, incluindo-nos na paternidade divina e universal. Pai Nosso: dele, Jesus, e de nós todos.

Generosidade de Jesus:

Como sempre, Jesus foi generoso e solidário para conosco, não se esquecendo de que somos criaturas imperfeitas, muito abaixo dele, e que teremos que evoluir muito, para merecermos estar na presença de Deus. Não nos deixou órfãos, mas nos assegurou que temos – como ele – um Pai maior e que nos ama e protege.

 

2 –     Que estais no céu:

O Reino de Jesus não é – ou não é somente – deste mundo. Ele já havia dito isto a Pilatos, quando afirmou que, se o Reino dele, Jesus, fosse deste mundo, o procurador romano não teria nenhum poder sobre a sua pessoa, pois as suas legiões de anjos lutariam por ele. Todavia, assim como o reino espiritual é o principal para Jesus, o preexistente e definitivo, também para nós é e será assim. A nossa vida encarnada – uma  ou diversas – é meramente uma passagem, uma hospedagem; é como um rápido percurso em que desceremos em alguma estação tal como ocorre em uma viagem de trem. Daqui nada levaremos, a não ser as boas obras e os méritos que dela decorrerem. Títulos, nomes, fortunas, luxos, ostentações, fama — tudo que for material — permanecerá por aqui, quiçá ocasionando sérias e trágicas disputas hereditárias.

 

  • – Santificado seja o Vosso nome:

O nome próprio de Deus constituía-se de um tetragrama, formado por quatro consoantes, pois no hebraico antigo não havia vogais, motivo pelo qual não se sabe qual seria a pronúncia exata e correta do nome divino. Especula-se que o nome próprio de Deus seria YHWH  (Jeová ou Javé) – “Eu sou”, “Aquele que se revela”, conforme Ele mesmo se identificou a Moisés em meio à sarça ardente no Deserto do Sinai. O nome de Deus é santo e não deve ser invocado ou empregado em vão. Não se brinca, não se insulta, não se zomba do nome de Deus, que deve merecer de nós amor, reverência e adoração.  O nome divino, ainda hoje, é considerado tão sagrado pelos judeus que eles não o pronunciam, ou seja, consideram-no inefável, havendo na língua hebraica cerca de 120 variantes para substituir esse nome próprio de Deus. São cerca de 120 nomes , mas citarei apenas seis, os mais conhecidos ou utilizados entre nós e em diversas passagens do Velho Testamento e nos demais textos sagrados do Judaísmo. Ei-los: 1) – Elohim (Eloim) = Deus no controle, soberano criador; 2) – Adonai = Senhor; 3) – El shaddai  = Deus todo poderoso, Deus altíssimo; 4) –  Jeová  Kadesh (kadosh) = Senhor santo, santificador; 5) – Jeová Shalon = Deus da paz; 6) –  Jeová Jireh = Deus de proteção, provedor.

 

4 –     Venha a nós o Vosso Reino:

Sim, ó Senhor, venha até nós o Vosso Reino. Alternativamente, que nós possamos ir até o Vosso Reino. O ser humano não poderá, jamais, abster-se da presença, da luz e do auxílio de Deus. Salvo por uma das cinco formas de estúpida soberba humana:  1) – não crer em Deus; 2) – julgar-se superior a Deus; 3) pretender igualar-se a Deus; 4) prescindir de Deus; 5) – Blasfemar, injuriar ou espezinhar o seu Santo Nome.  Pois, em verdade, Deus sempre é e será Deus sem você e sem mim, mas nós seremos nada sem Deus. Deus é o nosso esteio, o nosso consolo, a nossa segurança.

 

5 –     Seja feita a Vossa vontade:

Deus é onipotente, soberano e absoluto, possuindo muitos outros atributos. Nada acontece ou deixa de acontecer, se não houver a sua permissão, e as Leis Divinas são irrevogáveis, mas também são  razoáveis, proporcionais, possíveis, inteligíveis e completas. São Leis como a  Lei do Karma ou lei de causa e efeito, pela qual a semeadura é opcional e a colheita, obrigatória; Lei de Justiça ou do  resgate igual e completo, pois teremos de colher exatamente tudo aquilo que semeamos ou plantamos; Lei de Misericórdia, pela qual Deus coloca todos os meios necessários à nossa disposição, para que façamos tal resgate, principalmente através de uma ou de várias reencarnações.

 

6 –     Assim na terra como no céu:

Deus não possui limitação temporal ou espacial. É incriado, existe e existirá para toda a eternidade. Ele é onipresente. Por toda parte, espraia-se e predomina a vontade divina, no macro e no micro, neste mundo e em outros mundos, universos ou multiversos, enfim, em caráter ad infinitum. Deus é Deus. É o Criador, o Grande e Supremo Arquiteto e gestor do Universo. Eis tudo!

 

7 –     O pão nosso de cada dia:

Jesus disse claramente — ao ser tentado no deserto e resistir — que “nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus”. Sim, além do pão de trigo, de aveia ou de centeio,  é preciso algo mais. Deus é o nosso alimento espiritual, o único que nos pode saciar permanente e completamente. A palavra, ou o Verbo de Deus, é nosso melhor alimento. As palavras de Jesus vêm diretamente do Pai e constituem o “pão do céu” , a “água viva”, oferecida por Ele à mulher samaritana junto ao Poço de Jacó. Pois, Jesus Cristo  é, verdadeiramente, a “Luz do Mundo”, o caminho, a verdade e a vida e, por ele, vamos diretamente ao Pai.

8 –     Daí-nos hoje:

Confiemos na providência divina. Jesus disse: –“não vos inquieteis pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo.  Basta a cada dia o seu mal. Olhai as aves do céu; elas não plantam, não colhem e não guardam em celeiros. No entanto, vosso Pai Celestial lhes provê o alimento. Não sereis vós mais importantes? Olhai as flores dos campos; elas não fiam e não tecem; no entanto, nem mesmo Salomão, em toda sua glória e riqueza, vestiu-se de maneira mais bela ou teve joias mais preciosas do que elas.  Elas logo serão lançadas ao fogo. Não sereis vós mais importantes para o Pai Celestial”?

 

9 –     Perdoai as nossas dívidas:

Somos recalcitrantes, rebeldes e obstinados. Pelo livre arbítrio, podemos semear e plantar o que quisermos; pela Justiça de Deus, como vimos, teremos que colher exatamente tudo que semeamos e plantamos. E, pela misericórdia divina poderemos expiar e resgatar nossos erros e culpas através de uma ou de várias reencarnações. É crer nisso ou não crer. Eu creio!

 

10 –   Assim como nós perdoamos os nossos devedores:

Jesus deixou também muito claro que, antes de orarmos, deveremos perdoar e superar as mágoas que tivermos com os  nossos desafetos. Fazendo isso, liberamos a mente, e a nossa oração será eficaz e fará pronta conexão entre nós e Deus. Em caso contrário, não. Tal como na parábola do rei e o seu servo mau, nós devemos perdoar os nossos  devedores (ou ofensores), pois, se o rei (que é Deus) foi e é capaz de perdoar uma dívida enorme, por que é que, nós (suas criaturas) não poderemos perdoar uma dívida muito menor?  Se obtivemos compaixão, por que não deveríamos ser compassivos?

 

11 –   Não nos deixeis cair nas tentações:

Já abordei este aspecto. Há textos incorretos do Pai Nosso, onde constam os verbos “conduzir” (em italiano) ou “submeter” (em francês) à tentação. Soam inaceitáveis, pois Deus não conduz, induz e nem submete alguém à tentação. Tampouco abandona ou favorece. O cair em tentação ficará inteiramente por conta e risco do nosso livre arbítrio. Nem mesmo a reforma posterior havida no texto italiano, feita pela Igreja Católica, a meu sentir, resolveu a questão, pois trouxe agora o verbo “abandonar” (“abandonarci alla tentazione”), continuando a culpar Deus por falhas humanas. Deus também não abandona ninguém à tentação, nós é que abandonamos a Deus, quando ignoramos, desprezamos e desobedecemos suas leis. Quando muito, Deus consente ou permite que façamos o que nos aprouver. Haverá, é claro, consequências, advindas da  nossa escolha: ação e reação, causa e efeito, atitude e consequência.

 

 

12 – Mas livrai-nos do mal:

Deus não criou o mal. O mal existe na ausência do bem, assim como as trevas existem na falta da luz. Não coloquemos na conta de Deus aquilo que é da nossa própria e exclusiva responsabilidade. Onde estava Deus, quando você e eu precisamos Dele?  Eu digo: dentro dos nossos corações. Se não o buscamos na hora certa ou na forma certa, Deus não é o culpado. Deus disse a Moisés, quando o povo, fugindo da escravidão no Egito,  bradava e bufava de medo e revolta ante o faraó e suas tropas que se aproximavam: – “Moisés, diga ao povo que marche”! Portanto, não adianta pedir a Deus que guie os nossos passos, se não estivermos dispostos a movê-los para frente. Teremos necessariamente que fazer a nossa parte, assumir a responsabilidade pelas faltas e erros praticados, cientes e conscientes de que Deus é justo, mas igualmente misericordioso, jamais pondo sobre nossas costas um peso indevido ou maior do que aquele que possamos suportar.

 

13 – Amém:

Assim seja! Seja feita e cumprida a vontade de Deus, que é suprema, soberana e absoluta. Que isso fique bem estabelecido. Diz o povo, erradamente, que “Deus escreve certo por linhas tortas”.  Muito antes pelo contrário: Deus escreve sempre certo e por linhas sempre certas e retas. Cumpre-nos acatar, conhecer e interpretar corretamente a sua Vontade. Jamais deveremos esquecer que Deus é bom, que Deus nos ama, que Deus é Pai. Ele sempre fará a coisa certa, cumprindo-nos realizar a nossa parte.

 

Araguari – MG, 09 de abril de 2026.

Rogério Fernal .`.

 

 

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: