DIREITO E JUSTIÇA – 12 DE MARÇO
qui, 12 de março de 2026 08:00
Jesus Cristo e a Mulher Samaritana:
Jesus e a mulher samaritana Jesus, um ser divino e atemporal
A Samaria:
– A Samaria é uma região histórica e geográfica, localizada no centro da antiga Palestina, na atual Cisjordânia (território palestino na margem ocidental do Rio Jordão). Historicamente, constituía o coração do Reino do Norte (Reino de Israel, criado após a dissolução do reino unificado por Davi), contrapondo-se ao Reino de Judá. Na época de Jesus, Samaria, sob o domínio de Roma, era a região central, que separava a Galileia (norte) da Judeia (sul).
Os samaritanos:
– Os samaritanos eram um grupo étnico e religioso, que vivia na região da Samaria. Eram vistos pelos judeus como mestiços, fruto da mistura de israelitas do Reino do Norte com povos pagãos depois da invasão assíria (722 a.C.), o que gerava intensa rivalidade, isolamento e desprezo. Jesus era judeu e isto, inicialmente, não passou despercebido pela samaritana.
Preconceito e hostilidade:
– Judeus e samaritanos evitavam contato social e comercial, com ódio mútuo tão intenso que os judeus frequentemente evitavam cruzar a região de Samaria. Jesus, porém, quebrou barreiras culturais, religiosas e sociais ao conversar com uma samaritana e, noutro momento, chegou a valer-se de um samaritano (a Parábola do Bom Samaritano) como exemplo de amor ao próximo, destacando a humanidade deles contra o preconceito e a hostilidade de sua época.
– Jesus de Nazaré, o Cristo, era, é e será sempre um ser divino, universal e atemporal, cuja doutrina jamais morrerá. O seu legado inspira-se e centraliza-se no perdão incondicional, no amor a Deus (sobre todas as coisas) e ao próximo (como a ti mesmo), e na prática útil, discreta e benfazeja da solidariedade e da caridade. Se quisermos ter paz, façamos como Jesus fez
Comentário Pessoal:
O encontro de Jesus Cristo com a mulher samaritana (João 4: 4 – 42) ocorreu no Poço de Jacó, nos arrabaldes da Cidade de Sicar, na região de Samaria (entre a Judeia, de onde Jesus saíra, para a Galileia, para onde retornava), rompendo barreiras culturais, religiosas e sociais, pois judeus não falavam com samaritanos já havia séculos.
Jesus ofereceu à mulher samaritana “água viva” (vida eterna) e revelou sua vida pessoal, secreta e íntima (desregrada) A mulher, transtornada e com certeza muito impressionada, anunciou Jesus aos seus conterrâneos. Vindo eles até o Divino Mestre, ouviram-no e muitos creram nele.
Podemos afirmar que esse episódio da vida de Jesus – emblemático como tantos outros — destaca com clareza induvidosa o caráter universal da sua missão redentora, superando preconceitos, injustiças e desigualdades, e oferecendo a todos que queiram, inclusive os injustiçados, marginalizados e perseguidos por amor à Justiça e ao seu nome, a adoração a Deus (o Pai) em espírito e em verdade.
O encontro de Jesus com a mulher samaritana e o diálogo igual e respeitoso mantido com ela (uma pessoa inferior e desprezível sobre todas as demais para os judeus), mostra-nos ser ele, de fato, o Messias prometido aos judeus e a todos; os povos sedentos da “água viva”.
Jesus ensina-nos também que, embora a salvação possa ter vindo dos judeus, ela (a salvação) não veio somente para eles, mas para todos os seres humanos. Por último, deixou muito claro que não é exclusivamente em Jerusalém que se pode adorar e render graças a Deus, mas em todo lugar e a qualquer momento.
Em todas as suas ações, Jesus sempre encontrou uma forma de ajudar, material ou moralmente os que a Ele recorriam e que demonstrassem fé, confiança e esperança na redenção espiritual que Ele lhes vinha prometer, curando prontamente as pessoas dos seus males físicos e espirituais.
Além de pregar justiça, Jesus a praticava com esmero e dela dava exemplos. Jesus ainda a temperava, ou mesmo superava, com amor, compaixão, misericórdia, caridade e solidariedade. Ao contrário de muitas crenças – inclusive cristãs que lhe deturpam ou renegam as palavras – Jesus não condenava, não intimidava, não ameaçava, não reprimia. Muito antes pelo contrário. Vejamos a prova destas afirmativas em algumas de suas passagens:
– O cego Bartimeu, nas cercanias de Jericó, evitado por todos, gritava por Jesus, mesmo sendo asperamente repreendido. Já aos pés do Divino Rabi, foi-lhe perguntado o que queria, e ele respondeu: “quero ver, Senhor”. E viu.
– Ao encontrar pelo seu caminho um cego de nascença, um dos apóstolo indagou se a cegueira daquele homem era por culpa dele ou de seus pais; Jesus respondeu que nem ele e nem seus pais eram culpados, mas que o cego estava assim, para dar testemunho do poder de Deus. E o curou ali mesmo.
-A mulher com o fluxo de sangue, com muita dificuldade conseguiu por fim tocar na ponta do manto de Jesus, fazendo com que se desprendessem dele forças energéticas vitais, “virtudes”, que a curaram imediatamente. No fim, percebido o toque, apresentou-se a mulher. Jesus abençoou-a, dizendo: “Vai, Tua fé te salvou”.
-A mulher fenícia (ou cananeia), seguia Jesus aos gritos, dizendo que sua filha estava possuída por um espírito mau. Implorava por seu auxílio. De início, Jesus ignorou-a; depois, resistiu aos seus apelos arguindo que viera somente para servir o seu povo. Finalmente, vencido (ou condoído) pela persistência e resiliência da mulher, mãe extremosa, curou sua filha à distância, demostrando um poder absoluto e expulsando para sempre o espírito imundo que atormentava a menina.
– Às portas da Cidade de Naim, vendo Jesus um cortejo fúnebre e uma mulher chorando (era viúva e a mãe do morto), o Divino Mestre sentiu compaixão até o mais profundo do seu ser e, sem que lhe pedissem, ordenou que o moço se levantasse, Ele levantou-se e foi entregue por ele à sua mãe.
E temos muitos outros casos milagrosos, dando provas irrefutáveis de que Jesus é atemporal, pois a sua doutrina e o seu legado são insuperáveis e imorredouros, porque decorrem diretamente dos dois mandamentos fundamentais: o amor a Deus sobre todas as coisas e o amor ao próximo como a si mesmo. Amor incondicional, perdão infinito, caridade benfazeja, discreta e útil, solidariedade a todos os seres humanos.
– Quando socorreu a mulher acusada de adultério, daqueles que a queriam apedrejar, cumprindo cruelmente a lei mosaica, Jesus escreveu na terra os pecados de cada um (provavelmente). Começou pelo mais velho e disse: “aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Ninguém se atreveu; foram saindo dali, um a um, até que restaram somente Jesus e a mulher. Disse ele: “mulher, onde estão os que a acusavam? Ninguém te condenou”? A mulher: “ninguém, Senhor”! Jesus: “nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”. Alguns acrescentam: “para que algo pior não te aconteça”.
Finalmente, eu poderia trazer muitos outros casos milagrosos, praticados por Jesus no curso de sua curta vida terrena, estampados nos quatro Evangelhos Canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João), mas ficarei apenas com as palavras finais de João:
“Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez: e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”. –- João, Cap. 21 – V. 25.
Hoje, quando o fundamentalismo fanático e a intolerância religiosa de todos os tipos, quando a superstição e a maldade já se espalharam por todos os cantos da Terra, mais necessária se faz a prática da doutrina inclusiva de Jesus de Nazaré, independentemente de crença, etnia ou país. Pois, além de atemporal e universal, o legado de Jesus torna-se imprescindível, para que as desigualdades, as injustiças, as guerras e os morticínios cessem de vez, e a Humanidade possa adentrar, finalmente, numa era duradoura de progresso verdadeiro, onde a evolução do espírito prevalecerá sobre a degradação da matéria bruta.
Araguari – MG, 12 de março de 2026.
Rogério Fernal .`.
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