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Delegado da Polícia Civil de Uberlândia detido na “Operação Fênix” é solto após liberação judicial

sex, 9 de fevereiro de 2018 05:08

Da Redação | Com Assessoria

Oito delegados continuam na Casa de Custódia em Belo Horizonte

A “Operação Fênix”, deflagrada em dezembro do ano passado, resultou na prisão de mais de 50 policiais civis, além de delegados, chefes de departamento, escrivães, investigadores e advogados. Esse mês, o delegado da Polícia Civil Samuel Barreto, ex-chefe de Departamento de Uberlândia, que estava na Casa de Custódia da Polícia Civil em Belo Horizonte, foi solto após liberação judicial.

De acordo com informações da Polícia Civil de Minas Gerais, dentre as autoridades policiais detidas, cerca de dez não estão mais presas. Entre os policiais liberados, alguns estão aposentados, outros foram afastados e um retornou à sua função, sem o cancelamento dos salários.

Oito delegados continuam na Casa de Custódia da Polícia Civil

Oito delegados continuam na Casa de Custódia da Polícia Civil

 

A operação prendeu um total de nove delegados, sendo que oito deles continuam na Casa de Custódia da Polícia Civil em Belo Horizonte. Dentre os detidos estão Hamilton Tadeu de Lima (delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia); Mary Simone Reis (delegada regional de Araguari); Agenor Soares (delegado em Patrocínio); André Corazza (delegado em Araguari); Matheus Possancini (delegado em Passos); Paula Andressa (delegada em Uberlândia); Vitor Adriano Dantas (delegado em Uberlândia); e Wesley Dutra (delegado em Araxá).

No final de dezembro, a delegada regional Mary Simone Reis e o delegado Hamilton Tadeu de Lima entraram com um habeas corpus, que foi negado. Em janeiro desse ano, os envolvidos entraram com pedido de liberdade provisória com ou sem fiança na 2ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia.

A “Operação Fênix” foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, culminando no cumprimento de mandados contra corrupção, associação criminosa, roubos, falsidade ideológica e outros crimes nas cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Patrocínio, Monte Alegre de Minas, Passos, Pouso Alegre, Araxá e Belo Horizonte, além dos municípios de Cascavel (PR) e Cuiabá (MT).

Durante a ação, foram cumpridos 200 mandados de prisão preventiva expedidos contra 136 pessoas, 121 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Em uma coletiva de imprensa, um dos promotores de Justiça da Gaeco em Uberlândia, Adriano Arantes Bozola, afirmou que as buscas nas delegacias se restringiram aos espaços onde existia indícios de que poderia haver crimes.

Participaram da operação sete promotores de Justiça, três auditores da Receita Estadual, 500 policiais militares e 150 policiais rodoviários federais, tendo sido utilizadas duas aeronaves e 150 viaturas. As Delegacias Regionais de Polícia Civil de Uberlândia (MG) e de Araguari (MG) foram objeto de buscas, que contaram com o apoio da Receita Estadual de Minas Gerais.

Na data seguinte à operação, a Polícia Civil publicou no Diário Oficial do Estado a dispensa de alguns delegados presos e nomeação dos novos responsáveis pelos departamentos de Uberlândia, Araguari, Patos de Minas e Pouso Alegre. Em Uberlândia, com a dispensa do delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Hamilton Tadeu de Lima, o delegado Edson Rogério de Morais passou a responder pelo departamento e, em Araguari, com a dispensa da delegada regional Mary Simone Reis, o delegado interino Luciano Alves dos Santos assumiu a 4ª Delegacia Regional.

Segundo o Ministério Público, a “Operação Fênix” compreende outras três operações distintas, que são a Alibabá (deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais em 2015 em que há denúncias da prática dos crimes de associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, associação criminosa, obstrução de Justiça, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, fraude processual, corrupção passiva, corrupção ativa); Ouroboros (oferecimento de sete denúncias em que são imputadas as infrações penais de roubo agravado, organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, falsidade ideológica e porte e comércio ilegais de armas de fogo) e Efésios (acordos de colaboração premiada que contemplam 19 denúncias em que são imputados os delitos de organização criminosa, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico ilícito de entorpecentes, porte e posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, estelionato, receptação qualificada, falso testemunho e prevaricação).

2 Comentários

  1. Janis Peters Grants disse:

    Prezado Redator,

    (…)
    No final de dezembro, a delegada regional Mary Simone Reis e o delegado Hamilton Tadeu de Lima entraram com um habeas corpus, que foi negado.

    Em janeiro desse ano, os envolvidos entraram com pedido de liberdade provisória com ou sem fiança na 2ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia.
    (…)

    Enfim, uma atualização sobre #MPMG, #GAECO, e a Operação Fênix.

    No âmbito do CONTROLE SOCIAL – SEGURANÇA PÚBLICA, até quando o nosso DELEGADO continuará a exercer sua função INTERINAMENTE ?!

    – Em Uberlândia, salvo terrível engano de minha parte, isso já foi resolvido NO ANO PASSADO, correto ?!

    Habeas Corpus negado ?! Que injustiça, né “abadia”, minha amiguinha SECRETA, que ama me INTIMIDAR, também aqui, no Gazeta do Triângulo !!! Fique tranquila… Tudo se abrandará quando iniciarem as DELAÇÕES PREMIADAS, Querida…

    Pois então, nos resta torcer para que o valor da FIANÇA seja proporcional ao Status quo e a CONFIANÇA que A POPULAÇÃO lhes delegava, repito e reitero, sempre focando SEGURANÇA PÚBLICA, se é que alguém na Comarca de Araguari realmente se preocupa com isso.

    Atenciosamente,
    Janis Peters Grants

  2. BRUKUTU SINCERO disse:

    A BIBI do CERRADO ainda vai sentir o peso da MÃO da justiça mais um pouco

    ASS.BRUKUTU SINCERO

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