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Curso de guarda-vidas:participantes aprendem aatuar em afogamentos

ter, 6 de março de 2018 05:18

por Carolina Rodrigues

Aulas do curso promovido pelo Corpo de Bombeiros começaram ontem e terminam na sexta-feira

No final do mês passado, o Corpo de Bombeiros Militar anunciou um novo curso de guarda-vidas, solicitado pela equipe do Araguari Tênis Clube (ATC) sendo também aberto para a população em geral. O período de inscrições foi encerrado no dia 27 e no dia 1º de março aconteceu uma prova de nivelamento para selecionar os participantes aptos à realização do curso.

De acordo com o segundo tenente Ésio, 21 pessoas fizeram a inscrição; destas, 15 foram aprovadas no exame de nivelamento, que consistiu em 200 metros de nado, séries de apneia e flutuação. Os selecionados iniciaram o curso ontem, dia 5, e seguem até sexta-feira, das 8 às 12 horas, retornando às 14 até as 17h30; o que totaliza 40 horas.

O tenente da corporação pontua que apenas um participante não está diretamente ligado a algum clube da cidade; os outros são funcionários que atuam no ATC e em outro clube privado da cidade. Conforme a Lei Municipal 3.115/96, todas as empresas, clubes particulares ou entidades públicas que utilizam parque aquático devem manter guarda-vidas no local nos horários de funcionamento.

No primeiro dia de curso foi repassada a parte teórica, que aborda as funções do guarda-vidas; a legislação do município a respeito da obrigatoriedade do profissional em parques aquáticos; implicação jurídica e penal em caso de morte; além da explicação de todo o processo de afogamento – como ocorre, as causas, como a vítima reage, os tipos e a atuação em cada grau de afogamento.

O militar pontua que há seis graus de afogamento, sendo o mais grave a parada cardiorrespiratória. Os sintomas dos outros cinco graus, conforme cartilha da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), envolvem tosse sem espuma na boca ou nariz; pouca espuma na boca e/ou nariz; muita espuma na boca e/ou nariz com pulso radial palpável; muita espuma na boca e/ou nariz sem pulso radial palpável; e parada respiratória com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente, respectivamente.

“Isso é passado na teoria e hoje iniciamos a prática”, ressalta tenente Ésio. Ao final do curso, os participantes terão uma avaliação final dividida em teórica e prática. Esta última será dividida em fases, sendo a principal nadar 25 metros, fazer abordagem da vítima, avaliar o grau de afogamento e fazer os primeiros atendimentos.

“A vítima será um bombeiro que tentará dificultar ao máximo o socorro. O socorrista tem que conseguir segurar, rebocar e tirar a vítima da piscina. Logo em seguida, tem que identificar o grau de afogamento através dos sinais característicos e realizar os primeiros socorros”, explica.

A nota média para receber o certificado de aprovação e conclusão do curso é 7, somando as avaliações teórica e prática. Todos os aprovados estarão capacitados a atuar em clubes, orientar banhistas, intervir em afogamento e realizar os primeiros socorros. Conforme o tenente, a expectativa da corporação é que a maioria dos participantes consiga passar nos testes finais, estando aptos a proteger e guardar as vidas que se divertem nos clubes e principalmente, aquelas que se entretém na água.

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