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Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado promove concurso de cafés de qualidade em Araguari

sáb, 8 de outubro de 2016 05:13

Da Redação

Envio das amostras ocorreu entre os meses de agosto e setembro

A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Coocacer), divulgou, nessa sexta-feira, 7, os nomes dos dez produtores classificados no I Concurso de Cafés de Qualidade da Coocacer Araguari.

De acordo com a superintendente executiva da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado, Eliane Cristina Barbosa Cardoso, o objetivo do evento é mostrar a qualidade do café produzido em Araguari, Indianópolis e na microrregião. “Queremos valorizar os produtores desse café. Eles trazem o café para nós e fazemos um processo de garimpagem, selecionando os melhores e buscando uma forma de premiá-los pela qualidade do café produzido, com um valor financeiro”.

Os produtores participantes puderam inscrever apenas um lote de café natural, composto por 20 sacas de 60 kg de café beneficiado, sendo que as análises técnicas foram realizadas por empresas terceirizadas, contratadas pela Coocacer, visando a transparência e a credibilidade do concurso. A empresa “Agrocert Consultorias e Projetos” é a responsável por gerir os processos desde a inscrição até a entrega do resultado final e a empresa “Savassi Análise Técnica” foi a avaliadora técnica dos lotes inscritos.

O envio das amostras ocorreu entre os meses de agosto e setembro, a análise física e sensorial das amostras entre os dias 27 e 30 de setembro e a divulgação dos dez produtores classificados foi realizada nessa sexta-feira, 7. A superintendente comenta que o café dos produtores de Araguari possui destaque na Região do Cerrado Mineiro. “A Região do Cerrado Mineiro é composta por 55 municípios e Araguari se destaca entre eles pela alta qualidade do café”.

A próxima etapa será o preparo, o ensaque e a lacração dos lotes, que acontece até o dia 4 de novembro, e o evento de premiação será realizado no dia 19 de novembro. Todos os participantes que tiveram suas amostras classificadas irão receber um certificado e o laudo de avaliação do café.

Os três primeiros colocados receberão um troféu, certificado de premiação e um cheque no valor do lote premiado. O valor por saca do 1º colocado será de R$ 1.000, totalizando R$ 20 mil o lote; o 2º colocado no valor de R$ 800 por saca, totalizando R$ 16 mil; e o 3º colocado no valor de R$ 650 por saca, totalizando R$ 13 mil.

Segundo a superintendente, o consumidor busca a cada dia mais o café de qualidade. “Nós que estamos na produção, temos a responsabilidade de incentivar o cooperado a produzir qualidade, para atender à exigência do consumidor atual”.

O I Concurso de Cafés de Qualidade da Coocacer Araguari recebeu 24 inscritos e, dentre os dez classificados, três também são finalistas no IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro. “Nossos produtores são finalistas desse outro concurso, que abrange os 55 municípios de Minas Gerais”.

Emerson Cândido Costa, cooperado da Coocacer Araguari, é finalista de ambos os concursos. “Trabalho há mais de dez anos na área de café e produzo o meu próprio há cinco anos. É um sítio familiar, que eu e meu pai tomamos conta e fazemos com muito cuidado e carinho. Gostamos muito de estar nessa atividade. As diferenças entre o café próprio são as questões dos cuidados pós-colheita. Tentamos melhorar a qualidade do café para agregar mais valor ao produto”.

O produtor comenta que seu café foi qualificado com 84 pontos e, atualmente, a saca pode ser vendida por até R$ 700. “Quanto maior a qualidade, maior é o valor no mercado. O preço de mercado gira em torno de R$500, então, com a qualificação, conseguimos vender por até 20% a mais”.

Confira os finalistas do concurso:

  • Ângelo Trevisan
  • Emerson Candido Costa
  • Evanete Peres Domingues
  • Evanildo Peres Domingues
  • João Apolinário de Souza
  • Jose Luiz Cavalaro
  • Marilza de Fatima Peternela
  • Nildinei Santarosa
  • Reinaldo Olini Rocha
  • Valter Moreira Peixoto

2 Comentários

  1. Miltinho disse:

    Eu nao acredito , esses nomes parece , que e carta marcada .???

  2. Marcus Fomm disse:

    CAFEICULTOR NÃO SABE CALCULAR O CUSTO DE PRODUÇÃO DO CAFÉ
    No tempo em que residi em Patrocínio – MG, região essencialmente produtora de café, tive a oportunidade de conversar e até mesmo assessorar inúmeros cafeicultores. A primeira pergunta que sempre fiz foi: quanto custa produzir uma saca de café? Para meu espanto cada entrevistado tinha um número pronto sem, no entanto, qualquer fundamentação.
    Claro, a maioria dos pequenos e médios cafeicultores não dispõe de suporte contábil e financeiro eficiente que os oriente na apuração e registro dos gastos, custos e despesas ocorridos nas lavouras. Assim, cada um tem seu número referente ao custo de produção do café.
    Órgãos como a Conab, Educampo e Agrianual também não vêm contribuindo positivamente, pois em suas orientações e manuais, deixo claro, em meu entendimento, recomendam a alocação de custos e despesas ao custo de produção que além de não serem pertinentes, pior, distorcem o resultado apurado.
    Tenho encontrado poucos, muito poucos simpatizantes para as minhas postulações a respeito do tema. Discute-se tudo, como plantar, combater doenças dos cafezais, adoção de novos equipamentos, número de plantas por hectare, espaçamento, formas de irrigação, preços de vendas, fornecimento de crédito por parte do governo, automação, etc., etc., etc…………… No entanto, não verifico nenhum movimento em discutir os temas aqui abordados.
    Para não alongar o assunto, pois em outros artigos já me estendi suficientemente inclusive apresentando tabelas de custos e despesas, levanto apenas dois itens, entre outros, que me parecem de grande importância: despesas financeiras e remuneração de fatores.
    As despesas financeiras evidentemente são provenientes de empréstimos contratados, junto a instituições financeiras, em curto ou longo prazo. Estes empréstimos destinam-se a suprir recursos para que o negócio seja tocado. Aliás, um parêntese, nota-se uma elevada dependência dos cafeicultores quanto aos recursos de terceiros. As despesas financeiras não devem compor o custo de produção, mas sim registradas após o resultado das receitas abatidas dos custos de produção. Dessa forma será possível a determinação da geração de caixa propiciada pelo negócio, ou seja, o Ebitda o qual não considera as despesas financeiras. Da forma que vêm sendo contabilizadas só servem para distorcer a apuração do custo de produção.
    Existe também a chamada “remuneração de fatores” caracterizada pela remuneração esperada sobre o capital fixo, remuneração esperada sobre o cultivo e terra própria, entre outras, atribuída diretamente ao custo de produção fato esse que, a exemplo das despesas financeiras, distorce e falseia o resultado apurado. Ora a remuneração conforme informada é “esperada” não se constituindo em um desembolso. Remuneração esperada a uma determinada taxa que se sabe lá com que fundamentação foi estabelecida. Os desembolsos referentes aos citados fatores ocorreram quando da execução do projeto e, claro, devem ser remunerados, mas não contabilizados no custo de produção. Essa prática perpetua-se não sendo objeto de questionamentos, talvez por completa falta de conhecimento técnico por parte dos cafeicultores e seus assessores.
    Alguns autores e cafeicultores, por meio de uma conta simples, desprovida de fundamentação técnica, determinam a viabilidade do negócio diminuindo da receita de venda os custos de produção que incluem entre outras impropriedades as despesas financeiras e a remuneração de fatores. Havendo sobra o empreendimento é viável. Falta um pouco mais de entendimento e conhecimento das metodologias usualmente empregadas na determinação da viabilidade ou não de um negócio. Lamentável.
    Espanto maior é o de que mesmo após inúmeros artigos a respeito dos pontos aqui levantados nenhuma entidade, órgão ou mesmo associação de classe tenha se manifestado a respeito.
    Atenciosamente,
    Marcus Manoel Fomm

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