Compra exagerada de alimentos para a SAE deve ser investigada pelo Ministério Público
qua, 27 de setembro de 2017 05:04Da Redação
Na semana passada, o vereador Dhiosney Andrade (PTC) deu início a divulgação de denúncias contra a SAE (Superintendência de Água e Esgoto) referente ao lanche oferecido aos funcionários na gestão passada.
Na sessão dessa terça-feira, 26, o edil voltou a falar do assunto por meio da apresentação de requerimento solicitando a mesa diretora da Câmara Municipal que envie ofício ao Ministério Público na Curadoria do Patrimônio Público para que seja aberto procedimento preparatório em inquérito civil público. “O objetivo é apurar a grande discrepância dos valores dos empenhos e pagamentos a empresa Weberton Luiz Rocha – ME praticados pela autarquia SAE” destacou.

Assunto sobre a compra de alimentos foi falado novamente pelo vereador Dhiosney Andrade
Diversas comparações foram feitas, a primeira foi em relação a compra de quitandas em 2015 e 2016. “O aumento foi de 800%. Em julho de 2015 foram adquiridos setenta e cinco quilos e em outubro de 2016, seiscentos quilos”, argumentou.
Em relação a aquisição de bolos, em julho de 2015 mais de 11 quilos do mesmo produto foram comprados sendo que em 2 de maio do ano seguinte foram mais de 118 quilos, resultando no aumento superior a mil por cento.
Quanto a compra de pão de sal do mês sete de 2015 mais de 435 quilos foram consumidos, entretanto, em julho do ano seguinte o consumo foi superior a 1.900 quilos. O aumento foi de 449 por cento.
“O mais gritante de tudo que até falamos na sessão passada é que na primeira compra de leite em 15 de julho de 2015 foram adquiridos 515 litros, porém em apenas um mês, junho de 2016, foram comprados 15.740 litros do mesmo leite, ou seja, um aumento abusivo de três mil por cento. Se for calcular seria disponibilizado para cada funcionário 15 mil litros de leite”, analisou.
No mês de junho foi pago a empresa mais de 33 mil reais, diferença de setecentos por cento em comparação com a nota empenhada em julho de 2015, de pouco mais de 4 mil reais.
“Neste ofício destacamos ao promotor que não houve aumento no número de funcionários neste período de 2015 a 2017, portanto não há justificativa para o aumento excessivo destes alimentos”, completou.
Cópia de todos os empenhos e pagamentos de julho de 2015 a julho de 2017 foram anexadas ao requerimento para que seja feita a fiscalização por parte do Ministério Público.
“Todas as situações apresentadas na Câmara foram anteriormente apuradas por meio de estudo minucioso, investigações aprofundadas. Queremos que seja devolvido aos cofres públicos os gastos demasiados e também que se investigue os crimes de responsabilidade administrativa”, concluiu.
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