Comitê de Enfrentamento e Combate ao Aedes aegypti se reúne para apresentar resultados e reforçar ações
sáb, 8 de dezembro de 2018 05:55Da Redação
Na manhã dessa sexta-feira, 7, a reportagem acompanhou a última reunião do ano promovida entre os representantes do Comitê de Enfretamento e Combate ao Aedes aegypti composto por servidores da secretaria de Saúde, demais pastas, órgãos como a Polícia Militar e 2° Batalhão Ferroviário além de representantes de bairros.

Reunião foi promovida na manhã dessa sexta-feira
O principal tema abordado foi sobre o projeto ovitrampas, que é realizado em residências e pontos comerciais. Trata-se de um vaso de planta que simula o ambiente propício para a procriação do mosquitos Aedes aegypti: o vaso é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, é inserida uma palheta de madeira, facilitando com que a fêmea do Aedes coloque os ovos.
“A água atrairá a fêmea do mosquito. Trata-se de uma armadilha desenvolvida para capturar ovos da fêmea tanto em período chuvoso quanto em período de estiagem. Através da ovitrampa é possível monitorar o Aedes aegypti e apontar o seu índice de infestação predial em um bairro ou cidade”, esclareceu o coordenador do departamento de Zoonoses, Vicente de Paula Marques de Oliveira.
A educadora em saúde, Maria Vitória dos Santos, afirmou que as leituras dos ovitrampas são feitas semanalmente sendo que entre os meses de setembro e novembro resultou em um total de 11.247 ovos capturados. “As semanas de classificação dos índices de infestação do Aedes aegypti foram as seguintes: as semanas de 41ª a 44ª foram classificadas como ‘Risco’ de infestação, entre a 38ª e 39ª ‘Alerta’”, destacou.
Durante o monitoramento das populações do mosquito através do uso do ovitrampas foi possível avaliar a flutuação do vetor nos bairros através de seus índices que também corresponderam com o perfil epidemiológico em relação à pesquisa larvária realizada pelo LIRAa(Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti).
As ovitrampas colaboram para a diminuição da população dos mosquitos, pois funciona baseada no mecanismo do princípio do ciclo biológico. “Como sabemos, esse mosquito inicia seu ciclo biológico através do ovo, que normalmente é posto pela fêmea nas paredes dos depósitos artificiais e naturais com água (ou sem água, em algumas vezes). Uma vez posto, esse ovo poderá esperar por água por até 450 dias, ao contato com a água, o ovo eclodirá e gerará mais mosquitos”, completou o coordenador.
Diante dos dados obtidos nesta pesquisa é sugerida a introdução do método de monitoramento pelo setor de endemias do município em bairros com o índice elevado e com maior ocorrência de dengue.
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