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Chuva na manhã de sexta-feira alaga rua Coronel José Ferreira Alves

sáb, 20 de maio de 2017 05:12

por Tatiana Oliveira

Morador expõe vídeo em redes sociais reclamando do problema

A chuva na madrugada de quinta para sexta-feira criou transtorno para o morador da rua Coronel José Ferreira Alves. O advogado aposentado Marcelo Inacio Marques Pereira fez uma transmissão ao vivo em uma rede social, mostrando o problema em sua casa, que fica no cruzamento da rua citada com a Bias Fortes. No vídeo, vários motoristas tiveram que alterar a rota, graças ao grande volume de água. “Tem 50 anos que isso acontece na residência e nada é feito”, diz.

Morador faz transmissão ao vivo em rede social mostrando o problema da rua Coronel José Ferreira Alves

Morador faz transmissão ao vivo em rede social mostrando o problema da rua Coronel José Ferreira Alves

 

 

O mesmo vídeo mostrou vários motoristas com dificuldade em passar pelo local. Alguns carros passaram em alta velocidade, tentando evitar pane elétrica. Os que estavam indo rumo ao Palácio dos Ferroviários tiveram que passar pela contramão, que estava com um volume menor de água acumulada.

O advogado explicou para a Gazeta do Triângulo que, mesmo quando o calçamento era de pedra, o problema existia. “Na década de 50, 60, meu sogro permitiu que fizessem uma galeria de água pluvial aqui em casa, que desce para a rua Amapá”. Segundo ele, sem a captação correta de água na avenida Mato Grosso, a rua Coronel José Ferreira Alves recebe toda a água que passa pelas vias em pontos mais elevados, causando a inundação.

O advogado mora no local com a esposa e a filha. Segundo ele, a inundação, além de causar transtorno, também atrapalha a rotina escolar da jovem. “Ela estuda à noite. Quando chove a noite ou ela atrasa para ir para a faculdade ou não vai, porque ficamos ilhados”, lamenta.

Pereira conta que entrou com ação contra a prefeitura em 2011 devido ao problema. Segundo a ação, a prefeitura tem que pagar uma indenização no valor de 15 mil reais para a família, o que ainda não foi feito. “Ela ainda não pagou, ganhamos a ação há tem dois anos”.

A reportagem esteve no local depois da chuva na manhã de sexta-feira, 19, e constatou dificuldade dos pedestres em trafegar pela calçada. “Não tem por onde passar e nós precisamos ir pela rua mesmo”, disse um morador que estava transitando pela Coronel José Ferreira Alves, próximo à Câmara Municipal. A Gazeta entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e nenhum dano grave foi causado.

Transtornos anteriores

No dia três de março, uma forte chuva também causou estragos em diversas vias públicas do município. Além disso, foram registradas quedas de árvores em veículos, inundações em residências e cômodos comerciais, entre outros. Na data, o Corpo de Bombeiros atendeu a 25 ocorrências após a chuva.

Dentre as principais vias afetadas pela chuva estão a avenida Coronel Theodolino Pereira de Araújo, avenida Minas Gerais, avenida das Codornas, rua São Luís, rua Bias Fortes e rua Amapá.

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