Caso do “Maníaco de Araguari”: primeiro julgamento popular será em abril
sáb, 18 de março de 2017 05:51Da Redação
Há pouco menos de dois anos, Araguari e região viveram grande expectativa com o Tribunal do Júri completamente lotado para a sessão de julgamento popular do homem acusado de ser o “Maníaco de Araguari”. No entanto, muitos saíram frustrados quando a defesa pediu a suspensão dos trabalhos, alegando a ausência do exame de sanidade mental do réu.
“Havendo dúvida a respeito da imputabilidade do denunciado, é necessária a prova pericial, uma vez que é o meio de prova apto a constatar a sanidade mental do mesmo, não podendo ela ser substituída pela mera inspeção do magistrado. Para que não ocorra futura nulidade, a suspensão era a medida a ser adotada para que não perdêssemos todo o trabalho de uma tarde, uma noite ou uma madrugada inteira de julgamento”, justificou, à época, o juiz Ewerton Roncoleta, presidente do Tribunal do Júri.

Primeiro julgamento aconteceria em 2014, mas foi suspenso
Por sua vez, a defesa negou que estivesse adotando qualquer estratégia com o requerimento: “em momento algum colocamos empecilho, inclusive o meu cliente nem foi intimado para essa sessão e compareceu ao Fórum. Tentamos de todas as formas a realização desse julgamento hoje (7 de abril de 2014) porque é um incômodo até para o acusado, que não vê a hora de a situação ser resolvida. Como não é permitido utilizar os exames dos demais processos, é necessário um novo laudo para evitar consequências futuras. Trata-se de uma prova técnica, que não condena ou absolve, mas que serve para apurar a sua condição mental”, ressaltou o advogado Paulo Braganti, naquela oportunidade.
Não havendo novos imprevistos, o suposto “Maníaco de Araguari” voltará ao banco dos réus no dia 28 de abril, a partir de 9h, no Fórum Doutor Oswaldo Pieruccetti. Outra vez a expectativa é de casa cheia, especialmente com presença maciça da mídia local e regional.
Ao todo, o réu foi denunciado por cinco homicídios qualificados e ocultação de cadáver. Os crimes ocorreram em fevereiro, junho, agosto e setembro de 2005, e janeiro de 2006, ganhando repercussão nacional. Para os juízes que confirmaram as sentenças de pronúncia, “há indícios suficientes de autoria e prova clara de materialidade para que o acusado seja remetido a julgamento pelo Tribunal do Júri”.
O acusado ficou preso por dois anos e oito meses, fez vários exames de sanidade mental e, hoje, aguarda em liberdade pela realização dos julgamentos. Desde à época dos fatos, nenhum crime foi registrado com as mesmas características no município.
O CRIME
Narra a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que no dia 23 de agosto de 2004, após as 20h, na estrada de acesso à fazenda Cachoeirinha, na região do bairro de Fátima, o denunciado, por motivo torpe, matou Lara Rodrigues Caetano Pereira, arrastando o cadáver para um matagal com o objetivo de ocultar sua localização.
Na noite dos fatos, a adolescente teria se relacionado com um homem de aproximadamente 35 anos em um motel no bairro Goiás. Em troca ela receberia 20 reais para comprar drogas.
Ao deixar o estabelecimento, segundo o MP, a vítima foi abordada pelo carroceiro e convencida a se dirigir até o local ermo, onde consumiriam crack. Ambos estavam em bicicletas.
Diz a denúncia que “aproveitando o lugar deserto, impelido pelo motivo torpe, consistente no fato de ter-lhe sido encomendada a morte da adolescente para um ritual de magia negra, o denunciado agrediu a vítima com socos e chutes na cabeça, golpes que a deixaram atordoada e sem defesa. Em seguida, agarrou-a pelo pescoço e a matou. Ainda deixou Lara parcialmente nua e cobriu o corpo com uma blusa azul”.
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até que enfim……
esperamos que desta vez haja julgamento.
Muitos sabem que ele não faz nada sozinho
Que eu me lembre, quem foi encontrada na cachoeirinha foi a Amanda de 13 anos que estava no Niquei na rua Niquelândia. Ficou quase dois meses desaparecida. Lara tinha 12 anos e foi encontrada parece que queimada lá pelos lados da Rua Ponte Terra. caso não me engane residia no Miranda.