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Bosque John Kennedy sedia 1º Sarau Ambiental

sex, 13 de setembro de 2019 05:47

por Laura Alvarenga

Evento reúne convidados em uma roda de conversa que discutirá a situação de um dos principais pontos turísticos da cidade

O Grupo Interativo de Estudos Ecológicos e Sustentáveis de Araguari (GIEESA), com o apoio da Fundação Araguarina de Educação e Cultura (Faec), convida a comunidade araguarina a participar do 1º Sarau Ambiental realizado nas dependências do Bosque John Kennedy. Idealizado pelo biólogo Marcus Vinícius Leite e a graduanda em engenharia de produção, Rafaela Resende Gonçalves, o evento acontecerá no próximo domingo, 15, com início às 8h30 dentro da sala verde do bosque.

GIEESA convida a comunidade a fazer parte do grupo que irá tratar diversos temas ambientais do município

GIEESA convida a comunidade a fazer parte do grupo que irá tratar diversos temas ambientais do município

 

O Sarau trará mais de cinco horas de programação que pretende envolver a comunidade araguarina em diálogos a respeito da manutenção e conservação do local registrado como patrimônio cultural do município. Segundo Marcus Vinícius, o evento surgiu de uma preocupação do grupo após identificar a precariedade na estrutura do bosque. O biólogo ressaltou a necessidade visível de reformas nos banheiros, piso, orquidário, sala verde, entre outros ambientes.

“O bosque tem que ser revitalizado. Ele precisa voltar a ser o que era antes, um ponto de encontro da sociedade; uma forma de se desconectar um pouco do mundo digital e, contemplar um pouco mais a natureza, reconhecer o valor que o bosque tem a nível regional”.

A programação do Sarau oferece uma roda de conversa com quatro convidados que terão como objetivo principal, levar ao conhecimento da sociedade a história do Bosque John Kennedy, o tombamento como patrimônio natural, bem como, transmitir conhecimentos ambientais, além de falar sobre a conservação e ressaltar os múltiplos usos do local.

Os convidados serão: o engenheiro agrônomo, especialista em ecologia e meio ambiente e mestre em ecologia e conservação dos recursos naturais, Antônio José Maia Guimarães; a médica veterinária, especialista em doenças transmitidas por carrapatos e outros ectoparasitas, Maria Marlene Martins; o biólogo, educador ambiental, consultor ambiental e analista socioambiental em empreendimentos do setor elétrico, Marcus Vinícius Leite; a graduanda em engenharia de produção e brigadista florestal, Rafaela Resende.

Além dos convidados principais, a ideia da roda de conversa é estimular os demais participantes a levarem sugestões e dúvidas a serem discutidas, de modo que futuramente possam resultar na formulação de uma proposta direcionada ao poder Executivo. “Ao final do encontro precisamos ter um direcionamento do que precisa ser feito no bosque e como a sociedade pode participar. A gestão do bosque tem que ser participativa e colaborativa. Nós não podemos enquanto cidadãos, aceitar tudo o que vem do Executivo e Legislativo sem ter um diálogo”.

O Sarau também será contemplado com apresentações de artistas locais como André Salomão, Luiz Salgado e Trem das Gerais, estes se dispuseram a ajudar na causa. “Sempre que vamos montar algum projeto cultural em Araguari, esbarramos na questão financeira. Eles não cobraram cachê, estão dispostos a nos ajudar nessa luta pelo bosque.”

Segundo Adolfo Figueiredo do Trem das Gerais, o evento também é importante pela proximidade que proporciona entre o artista e o público no momento de debate, troca de ideias e aprendizado. “Acredito que isso é uma democracia participativa. Não basta fazer uma apresentação, o que é bom também, mas interagir com o público, aprender e trocar ideias que são fundamentais. Acho que esse é um dos papeis importantes do artista nessa democracia tão jovem que está precisando colocar isso em prática”.

Para finalizar, o biólogo Marcus Vinícius, ressaltou a importância desse diálogo, de modo que os representantes da comunidade possam ouvir e saber o que o povo quer e como querem participar. “Não adianta propormos uma política pública de cima para baixo, o Legislativo aprova uma lei e exige que o cidadão a cumpra. Acho que ao contrário disso, temos que interagir mais com a sociedade e saber como iremos criar uma lei efetiva que vai ser seguida por todos”. Marcus disse que a proposta do grupo GIEESA, é promover um Sarau Ambiental a cada dois meses em diversos pontos da cidade que se mostrem pertinentes de discussão envolvendo a população.

Bosque John Kennedy

O Bosque John Kennedy, criado como “Parque Municipal” em 15 de setembro de 1965 através da Lei nº 2.485, é umas das maiores reservas florestais urbanas do Brasil, com perímetro aproximado de 11,4 hectares. Trata-se de um dos principais e mais apreciados pontos de lazer e turismo da população araguarina, ponto de parada obrigatória para quem visita Araguari. Muitas pessoas têm o hábito de praticar caminhadas entre outros exercícios contemplando esta esplêndida área verde bem no centro da cidade.

Em 1998, o Decreto nº 013/98 efetivou o tombamento do Bosque John Kennedy, declarando-o como “bem de valor histórico, arquitetônico, paisagístico, turístico e cultura, garantindo-lhe preservação e proteção”.

1 Comentário

  1. darciano disse:

    sociedade civil tem que puxar o trem nao apenas do bosque ,mas das praças,nao esperando o poder publico na sua inoperancia ,apenas esperando emendas parlamentares pra resolver isso e aquilo,gestores publicos tem que passar pra comunidade açoes de resolver rapido o que tem que ser arrumado para nao serem chicoteados no dia a dia

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