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Bombeiros de Araguari retornam de Brumadinho com o sentimento de missão cumprida

sáb, 23 de fevereiro de 2019 05:51

por Mel Soares

Três militares do Corpo de Bombeiros residentes em Araguari participaram do trabalho que ainda está sendo realizado em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Soldado Mendes

Soldado Mendes

 

Entre 31 de janeiro até o dia 7 de fevereiro, as atividades contaram com o empenho do sargento Nilson e do soldado Mendes.  Logo em seguida, a missão foi executada pelo sargento Diniz, que também esteve durante sete dias trabalhando no local.

Na tarde dessa sexta-feira, 22, os militares concederam entrevista ao Gazeta do Triângulo sobre as experiências adquiridas.

Segundo informações do sargento Diniz, de 29 anos, um dos pré-requisitos era ter domínio na área, capacitação que lhe foi possível ao realizar o curso para se formar como sargento, em Belo Horizonte.

“Fomos com a missão de recuperar corpos através de atividades com o apoio de máquinas, dentre elas, denominadas anfíbias, que são escavadeiras que se deslocam tanto no piso seco quanto molhado”, explicou.

Sargento Nilson

Sargento Nilson

Além disso, o trabalho contou com o auxílio de cães farejadores, os quais possuem olfato bastante apurado. O sargento Nilson, de 43 anos, afirma que na primeira parte foram realizadas buscas com a ajuda de cães farejadores, e logo após, eram viabilizados os maquinários para a retirada dos corpos.

“Nos primeiros dias os cães foram essenciais para o trabalho, mas com o passar do tempo e com o solo pisoteado, denominado como solo contaminado, dificultou o faro dos cães, que confundem na hora de localizar os corpos, mas mesmo assim foi imprescindível a ajuda deles. Depois de localizar e retirar estes corpos nós os encaminhávamos para o helicóptero, mesmo porque não era possível transitar veículos comuns, pois havia dificuldades para o acesso de retroescavadeiras”, completou o sargento Nilson, que tem 23 anos de serviço como bombeiro.

Sobre a experiência, os militares destacam que, apesar de ser um trabalho exaustivo, o sentimento é de missão cumprida, tendo em vista que a localização dos corpos possibilitou que familiares pudessem velar seus entes queridos. “Foram mais de 12 horas de serviço, tinha o cansaço, mas no outro dia estávamos renovados porque a gente trabalha na esperança de amenizar a dor dos familiares”, enfatizou o sargento Diniz.

“Foi uma ocorrência grandiosa, uma das maiores que ocorreu no Brasil. Tive a oportunidade de trabalhar em Mariana durante uma semana. E mais uma vez retorno com a certeza que contribuímos com as famílias, além de obter um grande aprendizado e também ter a possibilidade de ensinar”, concluiu o sargento Nilson.

Sargento Diniz

Sargento Diniz

 

Atualização

Até essa sexta-feira, 22, foram localizados 176 corpos; 134 vítimas ainda estão desaparecidas. Neste sábado completa 30 dias da operação, que conta com o serviço de mais de mil servidores que estão se revezando para realizar os trabalhos de resgate.

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