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Associados promovem ações para regulamentar atividades da Ascamara

qui, 2 de novembro de 2017 05:04

Da Redação

3ª Companhia do Corpo de Bombeiros recomendou mudanças que estão sendo providenciadas

A Ascamara (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Araguari) composta por 15 associados, tem enfrentado transtornos desde o mês de agosto quando a prefeitura não renovou o convênio relativo a cessão de um caminhão que fazia o recolhimento de materiais em grandes empresas como o Mataboi.

Conforme explicou a presidente da associação, Vanessa Emanuelle de Oliveira, o problema ocorreu devido a exigências legais. Ela conta que a associação foi notificada no começo do ano sobre a alteração na lei que regulamenta a cessão de subsídio a entidades, a Lei Federal 13.019/2014.

 

 Entidade está localizada na rua Dezessete, 100, bairro Independência


Entidade está localizada na rua Dezessete, 100, bairro Independência

 

 

Para conseguirem novamente o benefício a entidade precisa cumprir diversas exigências, dentre elas, liberação de funcionamento emitida pela 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros. Na tarde dessa quarta-feira, 1º, a reportagem esteve na sede da Ascamara para verificar as providências que foram tomadas.

Nas últimas semanas mais de dez pessoas participaram do curso de Brigada oferecido pelo Corpo de Bombeiros, o qual prepara o aluno para preservar a vida e promover a segurança das pessoas durante situações de incêndio, capacitando-o a aplicar processos de prevenção, primeiros-socorros e coordenação de grupos durante fugas dos locais em chamas.

Equipe de militares da corporação compareceu na entidade e fez as recomendações para que o alvará seja emitido; uma delas é viabilizar um novo extintor e instalar placas de identificação, as quais foram providenciadas.

O próximo passo é encaminhar documentação até o setor de tributação que avaliará as condições para que a prefeitura possa elaborar projeto de Lei que precisa ser aprovado na Câmara Municipal.

Enquanto a situação não é regulamentada, o grupo não está conseguindo ter o mínimo de condições financeiras para sobreviver. “Há trabalhadores que não recebem nem mesmo o salário mínimo. 90% do reciclável é conquistado no Mataboi sendo necessário buscar diariamente. Nós estamos sem saber quando vamos pagar o frete. O prejuízo gira em torno de 2 mil reais”, afirmou a presidente.

O convênio foi cortado, mas a energia, água e a sede continuam sendo viabilizadas pela prefeitura, que por meio da secretaria de Trabalho e Ação Social também destina cestas básicas mensalmente.

 

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