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Araguarina foge do furacão Irma nos EUA

qua, 13 de setembro de 2017 05:15

por Tatiana Oliveira

A jornalista Aline Nader mora atualmente na Flórida e está refugiada

A araguarina Aline Nader reside em Fort Lauderdale, uma das cidades em estado de alerta devido ao Furacão Irma. A jornalista relata em suas redes sociais as dificuldades passadas no país. A tempestade tropical matou 38 pessoas no Caribe e seis nos EUA. Irma perdeu força e dissipou-se sobre o território americano.

Furacão provoca maior retirada da história da Flórida

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“Desde domingo passado, 3, ouvia falar sobre a aproximação do furacão Irma, e eu, com toda a minha ignorância sobre como me portar em situações de catástrofe ambiental, acreditava que todo aquele fuzuê em busca de água, mantimentos, lanterna, bateria e gasolina, poderia ser um excesso de zelo por parte das pessoas que moram aqui. E desde o dia anterior, pelo menos a água tinha acabado nos supermercados”, postou em seu facebook na segunda-feira.

Aline faz parte da primeira leva de refugiados que conseguiu evacuar da Flórida. “Os aeroportos fechariam e a solução seria sair de Fort Lauderdale, Sul da Flórida, de carro e à noite, para dirigir pela madrugada mesmo, evitando assim, o congestionamento de 6 milhões de pessoas saindo do mesmo estado”.

Ela contou a outro órgão de imprensa que a energia elétrica está voltando em algumas cidades como Miami e Fort Lauderdale. “Todas as aulas das escolas foram canceladas e por isso as pessoas vão permanecer ainda viajando e nas estradas. Ainda falta gasolina nos postos, não tem água e mantimentos nos supermercados”. Essa é a maior desocupação causada por um furacão nos Estados Unidos.

Mesmo rebaixado a tempestade tropical, com ventos entre 62 km/h e 110 km/h, “Irma” ainda é considerada perigosa e tem deixado inundações no seu rastro. Estima-se que 6,3 milhões de pessoas saíram da Flórida para escapar do fenômeno e 65% do estado ficou sem energia elétrica. O violento furacão Irma deixou sem luz mais de 2 milhões de clientes na Flórida, 21% do total, após tocar a terra de manhã no arquipélago de Keys.

O Furacão

Depois de causar enormes estragos, inundações e deixar milhões de pessoas sem energia elétrica em diversos países caribenhos e nos Estados Unidos, o furacão Irma perdeu força na madrugada desta segunda-feira, 11, sendo rebaixado para tempestade de categoria 1. Mesmo assim, o ciclone continua a representar perigo enquanto avança pela costa oeste do estado americano da Flórida.

A maior velocidade dos ventos registrada durante a madrugada foi de 136 quilômetros por hora. O Irma, que há poucos dias era o maior furacão  registrado no Atlântico, deverá se transformar em tempestade tropical ao se mover para o norte da Flórida e para o sul da Geórgia.

Antes de chegar aos Estados Unidos, o Irma avançou sobre uma série de ilhas no Caribe, como Barbuda, Saint Martin, Ilhas Virgens, Porto Rico, República Dominicana, Cuba e Haiti, deixando um grande número de desabrigados. No Haiti, milhares de pessoas permanecem alojadas em abrigos. No noroeste do país, a região mais afetada, o furacão deixou um desaparecido e dois feridos, segundo dados oficiais.

A Defesa Civil haitiana pediu que a população se mantenha em alerta, uma vez que as chuvas previstas para os próximos dias poderão agravar a situação. Assim como ocorreu após a passagem do furacão Matthew, em 2016, que deixou 573 mortos e causou grandes danos, estima-se que as perdas nas colheitas deverão ser graves em diversas comunidades haitianas.

Em Cuba, a passagem do furacão causou inundações, cortes no abastecimento de energia e forçou a saída de mais de 1,7 milhão de pessoas, muitas das quais ainda permanecem em abrigos ou casas de familiares aguardando a diminuição do nível das águas. Segundo a Defesa Civil cubana, ao menos dez pessoas morreram em consequência do furacão Irma no país. A maioria morreu após o colapso de edifícios.

3 Comentários

  1. Arthur disse:

    Importantíssima reportagem sobre a araguari que fugiu do furação nos EUA, mudou minha vida!

  2. anonimo disse:

    Mal humorado este tal de Arthur !! Ninguém pediu para vc ler reportagem alguma ! Se quer viver no reducionismo de Araguari em pleno mundo global é um direito seu !

  3. Marco Tulio disse:

    Concordo com o Arthur. Matéria totalmente irrelevante! Poderiam usar o espaço do jornal com notícias e matérias com um pouquinho mais relevantes para nossa sociedade em geral.

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