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Araguari registra 27 casos de dengue no primeiro semestre de 2018

sex, 6 de julho de 2018 05:33

por Carolina Rodrigues

O clima frio e seco, com baixa umidade do ar, caracteriza o inverno, período que se iniciou no dia 21 de junho e segue até 23 de setembro. Apesar de ser um tempo de chuvas escassas, não dá para deixar de cuidar de um perigo latente, a dengue.

De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) no início desta semana, dia 3, Minas Gerais registrou 22.514 casos prováveis de dengue (casos confirmados e prováveis) desde o começo do ano. Até o momento foram cinco óbitos confirmados e outros 12 estão sob análise.

Semanalmente são feitos pequenos mutirões de limpeza pelas equipes do departamento de Zoonoses   **Divulgação

Semanalmente são feitos pequenos mutirões de limpeza pelas equipes do departamento de Zoonoses
**Divulgação

 

Com estes números, chega-se a uma média mensal de 3752 e de 125 casos diários no Estado. Mas, conforme o levantamento, o mês com mais ocorrências foi abril, com 7.213 casos; justamente o período de maior incidência, devido às chuvas. Nos meses que antecedem, houve uma média de 3.007 casos mensais, e nos meses que sucedem, a média foi de 3.138.

Em Araguari, ainda segundo os dados do boletim, são 36 casos prováveis até o momento, com maior incidência nos meses de maio (16) e junho (7). Essas informações foram confirmadas pelo coordenador do departamento de Zoonoses do município, Vicente de Paula Marques de Oliveira.

O coordenador ressalta que no primeiro semestre de 2018 houve 69 notificações, sendo 27 casos positivos e 12 sob investigação. Desta forma, os números dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, em que foram contabilizadas 13 ocorrências.

Apesar do aumento repentino no mês de maio, Vicente de Oliveira pontua que a perspectiva é diminuir até que volte a época de chuvas, inclusive quanto ao índice larvário. Justamente por isso, ele reitera a importância de as pessoas continuarem com as ações preventivas; “tem que cuidar agora, porque o período chuvoso é ainda mais complicado”.

Medidas preventivas

A secretaria municipal de Saúde, por meio do departamento de Zoonoses, permanece com ações contínuas de combate ao mosquito. Cotidianamente são feitas visitas domiciliares e pequenos mutirões em locais pontuais.

O coordenador Vicente de Oliveira reitera que as equipes trabalham diretamente em visitas residenciais, além de pontos estratégicos – como cemitérios, ferros velhos e depósitos de pneus – e de bloqueio, em locais com suspeita da doença. Essa atuação é feita de segunda-feiraà sábado para manter o município protegido e diminuir ainda mais o número de casos.

“Estamos fazendo pequenos mutirões aos sábados, principalmente para limpeza de terrenos. É um trabalho diário e contínuo. A partir do mês que vem, iremos programar outros mutirões maiores, que incluem um trabalho em um bairro inteiro, para esperar o período chuvoso”, afirma.

Mas, para que o trabalho seja efetivo, é preciso que as pessoas colaborem. O coordenador relata novamente que os principais focos do mosquito permanecem em locais de combate que devem ser feitos pelos moradores, como vasos de plantas, ralos, garrafas e outros. “É preciso conscientizar que as pessoas devem ter cuidado com a água parada. São sempre os mesmos criadouros, fáceis de serem removidos. Então, reitero que, sem a ajuda de todos, nós não conseguimos”.

Dengue

A doença é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti; e este é também o transmissor da febre Chikungunya e Zika. Dores por todo o corpo, mal-estar, fraqueza, perda de apetite e sonolência são alguns dos sintomas daqueles que são diagnosticados com dengue. Este caso é conhecido como dengue clássica, mas existe a dengue hemorrágica que, conforme informações do Ministério da Saúde, agrava o quadro clínico, podendo provocar insuficiência circulatória e levar a pessoa à óbito.

Chikungunya e Zika

No que se refere às outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, Minas Gerais registrou 9.345 casos prováveis de Febre Chikungunya, concentrados na região do Vale do Aço. Até o momento, não foi registrado óbito e um caso encontra-se em investigação. Quanto à Zika, foram registrados 203 casos prováveis da doença em 2018, também sem registro de morte.

 

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