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Araguari recebe etapa devolutiva do Fórum Território Triângulo Norte para a microrregião

qua, 30 de agosto de 2017 05:08

por Tatiana Oliveira

Reunião aconteceu ontem, 29, na nova sede da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB e contou com manifestação de professores

Autoridades e representantes da sociedade civil estiveram reunidos ontem, 29, na nova sede da OAB para debater sobre as demandas da região. Evento faz parte dos Fóruns Regionais Territoriais. Araguari é parte da microrregião Uberlândia, que está inserida no território Triângulo Norte. “Nós estamos fazendo as reuniões nesse momento por microterritórios. No Triângulo Norte temos três: Patrocínio, Uberlândia e Ituiutaba”, explica o secretário executivo Margonari Marcos Vieira.

Servidores da Educação fazem manifestação durante Fórum Regional Territorial

Servidores da Educação fazem manifestação durante Fórum Regional Territorial

 

O Fórum é um mecanismo de participação popular onde a população contribui no desenvolvimento das políticas públicas. Nele participa um colegiado executivo formado por órgãos de governo, prefeito, vereadores e membros da sociedade civil. “Os Fóruns Regionais Territoriais são uma iniciativa do governo de Minas na tentativa de aproximar os territórios do governo estadual. Iniciou-se há dois anos e meio, quando começaram a ser elencadas as principais demandas da região”, afirma Elaine Alves Barbosa, membro do colegiado executivo dos Fóruns Regionais Territoriais Triângulo Norte.

A reunião ordinária ocorre bimestralmente. “No bimestre passado foi organizada em Monte Carmelo, que compõe o microterritório de Patrocínio. Na terça-feira, 29, aqui em Araguari que compõe o micro de Uberlândia e no próximo bimestre em Santa Vitória que compõe o microterritório de Ituiutaba”, aponta o secretário executivo.

Segundo ele, a sociedade civil organizada fez um documento em 2015 elencando as principais demandas do estado de Minas Gerais. “Novas necessidades são apresentadas durante a reunião, então esse documento não é estático. Nós recebemos nas discussões e avaliamos a viabilidade de serem desenvolvidas”, disse. “Um exemplo disso foi a questão do atendimento médico ao funcionário público que não estava previsto. A demanda foi trazida no fórum e conseguimos fechar com o Uberlândia Medical Center o atendimento pelo Ipsemg”, exemplifica.

Durante a reunião, além de mostrar a devolutiva das demandas levantadas na última reunião, foi apresentado o novo programa do governo estadual “Mais Asfalto”. “É um programa em que todos os municípios mineiros serão beneficiados recebendo de três a 8 km de asfalto, de acordo com a quantidade de habitantes”, afirma o secretário.

As demandas da sociedade são apresentadas durante o Fórum e encaminhadas ao governador do estado Fernando Damata Pimentel (PT) para análise de viabilidade. “À medida que vão sendo atendidas temos o retorno ou por WhatsApp ou nas reuniões bimestrais”, afirma o membro do colegiado executivo.

Segundo ele, demandas da região levantadas no Fórum foram atendidas. “Ônibus escolares formam entregues, os veículos de transporte na saúde, infraestrutura, recapeamento e as viaturas da polícia foram solicitados durante os Fóruns Regionais territoriais, e conseguimos atender o pedido”.

Conforme Barbosa, diversas exigências em relação à segurança pública foram apresentadas para avaliação do governo estadual pelo Conselho Comunitário de Segurança Pública – CONSEP. “O presidente do Consep trouxe necessidades para a região como o programa Presp para Araguari e adequações do presídio”, disse. “Tem também a demanda em relação a funcionários e a designação para a Polícia Civil”, acrescenta.

Manifestação

Servidores da Educação aproveitaram a ocasião e presença do representante do governo estadual para manifestarem insatisfação em relação ao não cumprimento de acordo firmado com o governador em 2015. “Desde então o governo propôs que pagaria o piso de forma integral até o ano de 2018. Isso seria em três etapas. O governo cumpriu a primeira etapa, na segunda etapa houve um atraso e a terceira até hoje não foi integralizada”, diz Ronaldo Amélio Ferreira, diretor estadual Sind Ute-MG. “São diversas partes do acordo que não foram cumpridas. Nós estamos aqui para lembrar o governador que ele tem um compromisso com a Educação”, ressalta.

Para o secretário executivo Margonari Marcos Vieira o movimento é válido. “Nosso lema é ouvir para governar. Nós somos os olhos e ouvidos do governador aqui no território, então, toda ação é importante”, disse à Gazeta do Triângulo.

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