Araguari finaliza o ano sem registros de Febre Amarela
ter, 9 de janeiro de 2018 05:28por Carolina Rodrigues
A secretaria municipal de Saúde alerta pessoas que pretendem viajar para locais com casos confirmados da doença
Dores de cabeça e no corpo, náuseas, vômitos, icterícia e hemorragias são sintomas de várias doenças, entre elas a Febre Amarela. Segundo informações do Ministério da Saúde, a doença é transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados e pode levar a óbito.

A vacina é distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde
No Brasil foi registrado um surto da doença entre dezembro de 2016 e agosto de 2017, sendo 777 casos confirmados e 261 mortes neste período. No começo do ano passado, a secretaria municipal de Saúde notificou casos da doença em macacos e, por isso, intensificou a vacinação, principalmente para moradores da zona rural.
Segundo a coordenadora do departamento de Epidemiologia, Maria Lúcia Hirono, muitas pessoas se mobilizaram para receber a vacina e, desta forma, não foi contabilizado nenhum caso da doença em ser humano em 2017. Ela pontua ainda, que desde então, não foram detectados outros animais infectados.
A coordenadora afirma que, devido ao município não ter casos notificados, a secretaria de Saúde não tem planos de intensificação da vacina. “Não há justificativa para intensificar, ao contrário de São Paulo que está enfrentando novos casos”, ressalta.
No estado de São Paulo, foi confirmado o terceiro óbito de 2018 referente à Febre Amarela; mobilizando o alerta e ampliando a vacinação local. Então, a coordenadora alega a importância da vacina para pessoas que pretendem viajar, principalmente em locais que tenham casos confirmados.
De qualquer forma, a coordenadora reafirma a importância de que as pessoas procurem orientação, inclusive para saber se devem ou não tomar. Há casos em que a vacina não é recomendada, por exemplo gestantes, idosos acima de 60 anos e crianças menores de nove meses.
“Quem for visitar cidades com circunstâncias da doença e tiver o intervalo de dez anos da última vacina, procure uma unidade de saúde para ver como está o calendário, além de obter informações mais específicas”, disse.
Vacina contra Varicela
A coordenadora do departamento de Epidemiologia alerta para o Calendário Nacional de Vacinação para 2018. Uma das principais mudanças ressaltadas por Maria Lúcia Hirono foi a atualização acerca da vacina contra Varicela.
A partir de 1º de janeiro de 2018, a segunda dose da vacina foi autorizada para crianças de 4 até 6 anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias). A primeira dose é ofertada aos 15 meses e a segunda dose visa corrigir possíveis falhas vacinais da dosagem anterior, além de aumentar a proteção e evitar surtos em creches e escolas.
“Ressalto essa mudança em relação à vacina contra a Varicela e peço aos pais que aproveitem o período de férias escolares para atualizarem as vacinas das crianças”, finaliza.
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